segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
tem cuidado com o que pedes...
Pois é, iap, verdade, believe it on not, capisce?
É que é mesmo assim!
Já não é a primeira vez que me acontece, não me lembro das outras, mas sei que as houve. :)
Tanto pedi que tive o que queria :) O curioso é que foi num contexto que eu não tinha considerado, aí é que a porquinha torceu o rabiote eh eh eh
ok, um pouco confuso até agora, não? Vou dar um exemplo...
Ora então vamos imaginar uma moçoila como eu, divorciada, mãe de dois traquinas amorosos, trabalhadora, mas num daqueles trabalhos hiper desgastantes, quer psicológica, quer fisicamente, mais ainda moralmente, como é este de ser professora... (uma falha que é preciso corrigir, essa mãe não está sozinha, tem um verdadeiro companheiro de sala, quarto e por vezes cozinha ;))
Ora bem, está feito o perfil? Então é assim, vamos imaginar essa mãe, que anda estourada, porque as aulas são desgastantes, porque a ex-ministra pôs de rastos a profissão, porque o Natal, tal como existe actualmente, é uma canseira comercial, porque os miúdos em casa precisam de roupa lavada e lanches para o dia seguinte, porque fisiologicamente têm de comer, etecétera, etecétera, etecétera... Qual será o maior desejo dessa mãe??? Ahhhh.... é fácil...UM DIA NO SOFÁ, A PASTAR! :)))) simples, não é?
Pois então essa mão esgotada apenas quer um dia de descanso, daqueles tipo tarde de domingo na infância, em que se morre de tédio porque não há nada para fazer :)))
E aí vem o destino e traz-lhe não um dia no sofá, mas sim TRÊS dias no sofá...com uma intoxicação alimentar!!! Acham isso normal??? Pois, agora, se calhar, até concordam comigo...não peças que queres, pode ser que o tenhas!!! ih ih ih
Beijos, com sabor a...nunca mais como OSTRAS! ;)))))))))
domingo, 3 de janeiro de 2010
passarinho no ninho
Dois motivos: falta de tempo, falta de assunto!
Verdade que este espacinho de mim existia para desabafar. Verdade que foi um passo de gigante o que dei através dele. Verdade que ainda estou a crescer... mas nem sei o que me parece, depois desta ausência toda, vir aqui lamuriar-me sobre as insignificâncias que me contrariam...porque sim, tornei-me numa princesinha mimada! ih ih Talvez noutro dia fale das minhas areias pequeninas que volta e meia deixo que se tornem em verdadeiros calhaus para camiões transportarem... :)))
Tenho estado a pensar noutra coisa...na felicidade, no colo, na dependência, na Amizade...em tudo isso.
Qual é a relação entre todas essas palavras? Sei lá... Bora descobrir?
"A felicidade é uma escolha", frase mais batida! Sim, a felicidade é uma escolha, sem dúvida!! Ou escolhemos ser felizes ou escolhemos ser infelizes. Dizia-me alguém muito querido, hoje, através do Skipe, porque eu estava a dar nas orelhas à minha princesinha (mais uma vez) por ela não ter o quarto arrumado... (Já me perdi nas cerejas...) Então dizia-me uma pessoa muito especial, hoje: "tudo depende da forma e da atitude com que fazes as coisas. Podes escolher ficar chateada, ou podes escolher levar as coisas na boa. :)" Pois foi, rematou o seu discurso com um sorriso (eu vi, era o Skipe!) e eu com uma vontade de bufar que nem vos passa pela cabeça... Bufar pelo quartinho dela, bufar porque me contrariaram e eu não soube lidar com isso, bufar porque tinha de dar o braço a torcer e também não estava a ser fácil fazê-lo, bufar porque amanhã começam as aulas e eu stressadissima com uma data de coisas por fazer, bufar porque tenho de ser eu a tratar de uma data de coisas que deviam ser tratadas por outra pessoa...enfim, bufar! Por todos os motivos e por nenhum, apenas porque a ansiedade me consumia e ninguém tinha culpa disso :)
Pois...bufei, bufei e bufei o dia todo. E de tanto tentar não bufar quase que rebentava, explodia! E acho que explodi, mas felizmente foi em cima de alguém que em vez de explodir comigo me abraçou e me disse: tem calma, está tudo bem :)
Onde é que isto me leva à felicidade que é uma escolha? Hoje eu escolhi andar infeliz, não fui capaz de me acalmar e de ser feliz, com um domingo em casa, em família. Já é tarde, os miúdos já dormem e não lhes posso dizer agora que tenho pena de não ter aproveitado este último dia de férias como devia. De não lhes ter proporcionado o sorriso que mereciam... Ele, o meu Big, tal Sexo e a Cidade, ainda está acordado, vou poder aninhar-me nele, quando nos deitarmos, como quase todas as noites desde que partilhamos esta vida...bem juntinhos, o mais possível, até sermos um só :))) Vou poder adormecer com uma certeza, amanhã vou ser Feliz! :))) E com isso facilitar a felicidade dele também.
Hoje quis colo, e ele, o Big ;), com o seu sentito intuitivo, não me deu o que eu queria, contrariando-me. Claro que isso só serviu para aumentar a minha "infelicidade". Mas serviu também para outra coisa bem mais importante: que eu escolhesse ser feliz! :)
Por vezes carregamos as pessoas ao colo, fazemos como com os bebés, tentamos perceber o que querem, se têm fome, se têm frio, e damos-lhes o que achamos que querem... Achamos que isso as faz felizes. Mas as pessoas não são bebés, são pessoas! E chega um ponto em que têm de caminhar sozinhas...levantar voo. É fácil? Claro que não! Dói? Claro que sim! Tem de aprender a cair para amortecer as quedas, como no karaté. Tem de ganhar forças para levantar de novo. Estamos lá para ajudar a dar um empurraozinho, mas depois do carrinho de rolamentos estar em marcha, elas é que controlam. E se ele cair novamente, há que pô-lo em pé, rodas bem firmes no chão, volante na direcção certa e força... levantar voo :)
Quando a dependência nos outros é demasiada, aí sim, torna-se difícil. Como os bebés, caem e choram, esperando que alguém as levante. Beijinhos nos doi-dóis, e pronto. Damos a mão, ajudamos a levantar e orientamos para o caminho certo. Será que algumas vez aprenderão a fazer isso sozinhas? Claro que sim, quando crescerem :)
E onde entra a Amizade no meio deste discurso todo? Não é difícil de ver, entra no saber dizer chega, basta! Se caires eu ajudo-te, mas é um caminho que tens de percorrer sozinho! Basta de ser um bebé, basta de chorar, basta de não escolher ser feliz, porque ninguém o será por ti. Basta de ficar parado a ver a vida a passar por ti! É hora de saberes andar sozinho, de saberes levantar, de fazeres as tuas escolhas. És tu que escolhes a cor da tua Vida... "A vida tem a cor que você pinta" (Mário Bonatti)
Eu escolhi viver a minha vida em tons de mil azuis, todos eu... E tu, de que cor pintas a tua vida? Da cor que te faz feliz, ou da cor que te dá colo dependente? Força, não tenhas medo, vale a pena viver!!! :)))
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Isto é o que eu um destes dias vou dizer a uma pessoa que comigo partilhou uma mãe, comigo partilha um pai, um irmão, dois sorrisos de crianças... Vou-lhe dizer: FAZ-TE À VIDA!!! Não achas que já és grandinho demais para andar ao colo??? Ou queres passar pela vida como um bebé, que vegeta ao colo de alguém? CARAÇAS, FAZ-TE À VIDA!!!
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Será que ele vai ser capaz de voar sozinho? Não sei...sinceramente tenho muitas dúvidas... Mas a escolha é dele, só dele! Ninguém pode viver a sua vida por ele, ninguém pode ser feliz por ele...
Pergunta mais SIMPLES... Queres ser FELIZ ou INFELIZ?
terça-feira, 26 de maio de 2009
os fins justificam os meios?
Pois, mas isso implicava que eu soubesse o que estava a dizer, e na verdade não sei mesmo, tenho de pensar mais um cadito ;)
Então, reconsiderando, acho que é preferível ficar pela primeira pergunta... os fins justificam os meios? A verdade é que também não sei...
Quando eu era mais miúda e comecei a fumar, ia ao maço de tabaco da minha Mãe e tirava um ou outro cigarro, sem ela dar por isso. Ora, se pensarmos que isso evitava que eu tivesse de andar a cravar desconhecidos e conhecidos para fumar, temos de reconhecer que sim, que os fins justificavam os meios...
Também me lembro de como fazia copianços para aquelas disciplinas dos marrões, porque eu de marrona não tinha nada. gostava de entender, de compreender, de ver a lógica das coisas. A verdade é que ao fazer esses maravilhosos copianços (a minha Mãe ensinou-me uns 5 estrelas eh eh) eu estava também a estudar, daí, a aprender aquilo que era suposto. Só não decorava. Mais uma vez se comprova, os fins justificam os meios ih ih.
E quando choramingava, ainda bebé ou miudita, por uma qualquer coisa? Provavelmente também a tinha. Sempre não, que "os antigos" nos habituavam a não ter tudo, não são como os pais modernos que acham que sofrer por faltar o telemóvel ou os cordões das sapatilhas XPTO faz com que os meninos cresçam uns infelizes. Ora aí está, os meios estavam mais que justificados pelos fins ;) Pois, menos para as infelizes das crias dos ditos "antigos" ;)
Durante um mês, antes de entrar para a faculdade, trabalhei no Pingo Doce, passe a publicidade (por acaso, hoje em dia, é o meu supermercado de eleição!). Fiz caixa, fiz reposição, fiz de tudo um pouco... No fim desse mês, com o meu primeirinho ordenado, comprei uma prenda para os meus pais (era mais para a minha Mãe, era uma cesta lindíssima azul para a casa;)) e uma para cada um dos meus irmãos. Estava tão feliz quando lhes ofereci esses presentes!!! E, com o resto do dinheiro, atravessei o centro da minha cidade, agarrada à carteira com tantas mãos tinha, depois de levantar os poucos certificados de Aforro que possuia, para comprar a sétima maravilha, uma Pentax 28/80!!! Custou-me cerca de 75 contos. Ainda se lembram dos contos, não?? :D Pois, não imaginam o que eu sonhava com uma máquina fotográfica minha. Era mesmo uma maravilha. Mais uma vez digo, os fins justificaram os meios :)))
A par destes maravilhosos acontecimentos da minha vida, muitos outros haveria para contar, meus, teus, nossos, vossos e deles :D
Tenho a certeza que já todos passamos por situações destas, mais ou menos felizes, mais ou menos concretizadas.
E... se um dia me oferecessem flores, digo, de um dia me perguntassem, a mim, que sou escorpião, com ascendente em escorpião, signo lunar capricórnio, com o sol em escorpião, a lua em capricórnio, mercúrio em sagitário, vénus em sagitário, marte em peixes, júpiter em sagitário, saturno em gémeos, urano em balança, neptuno em sagitário e plutão em balança (se alguém souber que raio estou para aqui a dizer, sinta-se à vontade para me explicar loool), ora, dizia eu, se alguém me perguntar a pergunta dos vinte mil dolares, do sexo dos anjos...... os fins justificam os meios??? eu respondo..NÃO!!! Não acredito que os fins justifiquem os meios. Porque os meios definem o que nós somos, definem a fibra, o tecido de que somos feitos. E se os tecidos já não são o que eram no tempo dos "antigos", então o que somos nós??? Uma cambada de fibras sintéticas? um nylon?? uma licra??? Eu, pessoalmente, sempre gostei mais do algodão e do linho :)))
Mas... lá está, há gostos para todos e no fim de contas, tudo é relativo, não???
Se calhar, às tantas, só depende do fim, do meio e de quem os cose :)
Ps - já comprei o Champix para deixar de fumar... agora só tenho de encontrar uma dessas drogarias antigas que ainda venda coragem ;)
Beijo... com sabor ao livro do Saramago que estou a ler... "As pequenas memórias"!
Próximo post sobre o Saramago :)) (a ver vamos, se não se meter nada pelo caminho e se a maré ditar a escrita ih ih ih)
sábado, 14 de março de 2009
começar de novo :)
andei este tempo todo a sentir-me mal com tudo o que aqui escrevi em tempos, num tempo em que estava extremamente frágil, simplesmente porque me recordava o quão fundo bati no poço. simplesmente porque me recordava uma insegurança que não reconheço em mim.
hoje decidi o futuro do blog.
ou antes, decidi o passado do blog ;)
não apaguei, como tinha pensado fazer. tudo o que me disseram é verdade, também eu penso assim, todos os textos que estão aqui escritos são passos que eu dei, que fizeram de mim o que sou hoje. por isso não podia mesmo apagar. mas também não podia ler, difícil demais...pelo sofrimento.
então decidi alterar...alterar!!!
e claro, o sentido de humor prevaleceu looool
li, teve de ser, li tudo o que tinha escrito e troquei alguns textos por comentários a verde, escritos pela administração do blog ;)))
e prontozeeees, está decidido e sinto-me confortável com a solução! :D
o blog vai continuar, o passado está metido numa das gavetas do pc, com o sugestivo título de "blog", porque não? ;)
ahhh...é verdade, hoje estive mesmo para fazer um post sobre o que é ser professor nesta "democracia" em que vivemos, mas agora estou demasiado bem disposta para me deprimir... o desabafo fica para outro dia, ok?
beijo especial para todos, com sabor a mil sorrisos :)
ahhhh, outra coisinha, a vida continua a ter sabor a cereja ih ih ih
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
o que fui, o que sou e o que serei...
tudo coisas que agora já não fazem sentido e que até me envergonho de algum dia ter sentido... estou hesitante entre apagar a maioria dos posts ou manter. por um lado são memórias, um diário de mim mesma, por outro lado é de uma fragilidade que me é difícil reconhecerem mim mesma... vou dar mais algum tempo até me decidir com o que vou fazer com os meus aromas...
o que sei é que sem eles eu não estaria aqui, foi, provavelmente a melhor coisa que poderia ter feito nessa altura.
agora voo num céu que não tem limites, tal como a minha imaginação... o resto se verá!
beijinhos grandes...muito grandes para todos, cheios de mil azuis!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
o natal quando eu era criança
Este era o TPC, fazer um composição, um texto sobre o meu Natal de antes... e esta foi a minha resposta...
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Quando eu era pequenina…bem, acho que agora ainda não sou assim tão grande, enfim… :) Acho que vou começar de novo…
Então é assim: Quando eu era mais novinha, mais ou menos naquela idade em que gostava de jogar ao berlinde, à macaca e ao mata, o Natal era um bocadinho diferente do que o que vocês conhecem hoje.
Não havia centros comercias nem catálogos para escolher as prendas. Também não havia estes canais todos que há hoje na televisão, eram só dois, o 1º canal e o canal 2. A televisão era a preto e branco, dá para imaginar?? Não sabíamos o que era um comando, cada vez que queríamos pôr mais alto ou mudar de canal, embora não houvesse muito que nos interessasse, tínhamos de nos levantar do sofá. Desenhos animados era só depois do telejornal da noite, 3 episódios do Bugs Bunny ou outros do género. Como dá para ver, os nossos pedidos ao Pai Natal eram bem diferentes porque a oferta era muito diferente. Aliás, nem pedíamos nada ao Pai Natal, era ao Menino Jesus. Antigamente o Pai Natal não era muito importante. Só depois da Coca-Cola o ter usado na sua publicidade é que ele se tornou a imagem de marca do Natal. Vocês sabiam que o Pai Natal não tinha uma roupa vermelha mas sim roxa? É que, segundo conta a lenda, ele era um bispo e os bispos naquela época, vestiam roxo. Mas como a Coca-Cola o queria aproveitar para publicitar o seu remédio, que nós hoje em dia adoramos, tornou a roupa dele vermelha eh eh.
Mas então era assim, nós escrevíamos uma carta ao Menino Jesus, onde pedíamos o que achávamos que gostávamos de ter, uma boneca, um carro, uma bola, um pijama, um casaco… Não escolhíamos a marca do boneco nem do carro, não havia esta variedade que há hoje em dia. Pedíamos também roupa porque sabíamos que precisávamos e esta era uma boa oportunidade para ter umas calças novas, porque as outras já andavam cheias de remendos. Antigamente nós aproveitávamos muito mais as coisas, não as deitávamos fora quando estavam estragadas. Também pedíamos coisas para os nossos irmãos. Uma ou duas para nós e uma ou duas para eles, que isso já era muito bom.
Em minha casa sempre tivemos um hábito diferente na forma de dar presentes. Como ao longo do ano fazíamos algumas asneiritas ;) pedíamos algo que não era assim tão bom mas que era uma forma de reconhecermos essas diabruras…uma cenoura, uma batata eh eh. E todos os anos o Menino Jesus lá punha uma cenourita e uma batatita no sapatinho de cada um de nós.
Lembro-me de um Natal, aqui há bem pouco tempo, 2 ou 3 anos, em que as prendas lá em casa ocupavam cerca de 10 metros quadrados… Como sei que vocês já conseguem calcular este valor sei que vão achar que é imenso, são prendas até dizer chega! Provavelmente em vossas casas também há muitas prendas, pelo menos quando a família é grande e os amigos são mais que muitos. Nesse ano, particularmente, achei que era um verdadeiro exagero de prendas. É que antigamente não era nada assim. Cada um recebia uma pouca meia dúzia de presentes e ficava super feliz. Antes o Natal não era uma festa consumista. O dinheiro não era muito, as coisas eram caras, só tínhamos o que realmente devíamos ter, alguns presentes, alguma roupa para aproveitar a época e pouco mais. Vivíamos mais o espírito da época, a amizade, o companheirismo, a solidariedade, a família. Hoje em dia as pessoas vão aos centros comerciais e vão para casa carregadas de sacos de compras. Não tem a mesma piada, anda tudo a correr para comprar e comprar e comprar… já ninguém tem tempo para parar e saborear, brincar, partilhar, ler uma história… Não tem tanta piada.
Agora vou falar um bocadinho da comida :) Felizmente aí as coisas não mudaram assim tanto, continuamos a manter as tradições. Eu que sempre detestei bacalhau cozido, tenho de admitir que no Natal ele tem um sabor especial. Agora bom mesmo, são as rabanadas. Isso sim, uma delícia. Acho que continuo a comer tantas como quando era criança. Mas quando me sabem melhor é no pequeno almoço do dia 25. Sempre foi assim. Levantar-me tarde, chegar à sala, encontrar a mesa preparada com todos os doces que sobraram e sentar-me, com as luzes do pinheiro acesas, a saborear uma, duas, três rabanadas. Hummmmm, acho que já tenho água na boca ih ih
Mas o que eu gostava mais era de ver o prazer que tínhamos em preparar o Natal, as surpresas escolhidas a desejar que quem as recebesse as adorasse, a mesa posta com velas e guardanapos coloridos, as decorações espalhadas não só pela árvore, mas também pela casa toda. Adorava passear à noite com os meus irmãos e os meus pais, nas vésperas no Natal e ver as iluminações das ruas. As pessoas andavam na rua, de mão dada, simplesmente a saborear a época e as cores.
Hoje em dia sinto que o tempo passa sempre a correr, que ando super atarefada, sem tempo para parar, para saborear a vida e para partilhar os sorrisos… Há quem chame a isso o desenvolvimento natural da civilização, da sociedade, a mim parece-me que não foi um desenvolvimento assim tão bom, este que nos obriga a nós, pais, a correr de um lado para o outro e a pôr-vos a vocês, crianças, a correr atrás de nós… Pois, vamos ver se vocês conseguem melhorar essa parte da vida, espero bem que sim :)
Se eu fosse a pedir uma prenda especial ao Menino Jesus, agora, pedia o que me faz mais falta, uma máquina de tempo. Uma máquina que me permitisse parar o tempo e ficar a saborear um fim de tarde na praia, um passeio pelo jardim, uns biscoitos acabados de fazer na cozinha. Pedia uma máquina de tempo que me permitisse parar os sorrisos dos meus filhos e guardá-los numa caixinha mágica, cheia de mil cores, uma por cada sorriso deles. Isso é o mais importante que tenho na vida. È aquilo que vale ouro para mim, os sorrisos dos meus filhos, o meu maior tesouro!
Eu sei que o que me foi pedido enquanto mãe foi que escrevesse um texto sobre o Natal quando era criança e sei que me explanei bastante nas palavras, mas se por um lado era preciso que vocês fossem capazes de fazer o enquadramento no tempo, ou seja, que conseguissem imaginar os tempos antigos, também sei que as palavras são como as cerejas…e isso podem perguntar à vossa Professora o que quer dizer :)
A mim, que sou adulta, cabe-me saber o que é realmente importante na vida, o que é prioritário. A vocês, piolhos lindos, cabe-vos aproveitar a infância para fazerem o que sabem melhor…brincar!!
Por isso, para todos, um Feliz Natal e principalmente, porque eu já fui da vossa idade e sei bem o que interessa ou não, que o Menino Jesus, ou o Pai Natal, não é assim tão importante, sejam muito amigos e tragam muitas prendinhas eh eh
Beijinhos grandes para todos e comam muitos chocolates ;)
A todos vocês que me acompanharam neste mar por onde eu espalhei ondinhas em formato de sentimentos, desejo um Natal com tudo o que há de melhor, felicidade, harmonia, tranquilidade e sorrisos...mil sorrisos!
domingo, 5 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
um post em formato de curta-metragem :) ou então um post sobre toalhões de banho (!)
iap, o dia-a-dia, a azafama do corre-corre, não têm dado minutos de sobra... ontem deitei-me às quinhentas a tentar actualizar outros cantos de mim, pois...azarito!
enfim, levantar foi dureza, nem com 3 toques diferentes, miúdos a chamarem, o ombro que repousava na almofada do lado a mexer-se, nem mesmo com tudo isto foi fácil afastar os pedregulhos que de noite encheram os meus olhos e ver o azul do céu, porque sim, hoje não chuveu!! cheguei à conclusão que o s. pedro deve estar com uma depressão, de tão instavel que anda eh eh
mas dizia eu, que é como quem diz, valores mais altos se levantam :), se o dia não permite tempo para partilhar uma vida, então tem mesmo de ser a noite, aqueles cadinhos que sobram entre o jantar (ultimamente sou grande adepta das lasanhas do lidl, vá-se lá saber porquê lol), os banhos, as roupas, a cozinha, o limpar os cento e cem grãos de arroz do chão da sala, o deitar, o escrever sumários online, o preparar o dia seguite e o entrar em desespero porque ainda não percebi patavina do raio da avaliação :SS
...então, dizia eu, nesses cadinhos sempre demasiado curtos, porque o são mesmo na realidade e porque sabem sempre a pouco, lá vou trocando olhares, carinhos, cumplicidades e ficando, cada vez mais, apaixonada. perdidamente não, que percebi que isso implica perder-me de mim própria e isso é que nunca mais looool, mas terrivelmente apaixonada sim!!
isto tudo porque a minha querida lenita, no pouco tempo que me apanhou na net, não se cansou de me dizer que não pode ser assim, que tem saudades de me ler e de falar comigo e que eu tenho mesmo de vir aqui, porque isto de deixar coments não chega, tem de ser mesmo é um post loooool...
...e por isso resolvi fazer um post sobre toalhões de banho. sim, toalhões de banho!!
então aqui vai:
TOALHÕES DE BANHO, um post há muito desejado!! ;)
e agora devem estar vocês a pensar, "ok, pifou de vez! isto de tanto pensar em ser feliz deixou-a lerda de todo!!"
mas não! enganam-se amigos, não estou lerdinha, juro, se bem que isto de dar aulas até aos sessenta e cinco me esteja a dar uma gana de ter um pifo e é já loool
mas é verdade, não me passei mesmo dos carretos. um post sobre os toalhões de banho é bem mais importante do que possa parecer ao início, já me deviam conhecer melhor que isso ih ih (então não sabem que estas minhas cerejas são assim? de cerejeira em cerejeira?)
tenho 3 toalhões de banho de cada conjunto. acho giro e prático. cada um tem o seu sítio atrás da porta da casa de banho e ninguém os confunde (penso eu ;)) nem eu nem os miúdos.
desde há um tempo que a estes se somou um outro, que nunca foi igual, porque lá está, a casa tinha três habitantes / três toalhões.
hoje fui às compras. um toalhão de banho, aliás, dois diferentes, pertencentes a dois conjuntos que eu já tinha.
agora vou passar a ter 4 toalhões de banho pendurados na porta da casa de banho, todos iguais!
agora somos 4!!
e é assim, um post sobre toalhões de banho (!) que simboliza a entrada de mais um habitante na casa, com direito ao seu próprio espaço...
é engraçado como as coisas acontecem de uma forma tão natural, não é??
TÁSSE BEM!!
sábado, 20 de setembro de 2008
post-it para a minha camada mais que perfeita :)
vi este coment, agora, no post que tens andado a ler... foi feito há milhares de pensamentos atrás, de tanta água que entretanto já passou por esta ponte que se chama vida.
andei a passear pelos pensamentos que soltei neste mar azul cor de azul... por vezes é bom relembrar o que ficou para trás, o que se mantém e o que sabemos que sempre será.
viver não é fácil, viver nem sempre é simples, mas só dentro de cada um está a capacidade de ser feliz. faz parte de uma filosofia de vida, de uma forma de estar no dia-a-dia e de respirar.
às vezes penso que a vida é uma luta e que se baixarmos os braços, ela pura e simplesmente ganha o que quiser de nós. é quase como se tivessemos desistido. desistido de viver, de saborear todos os momentos felizes, porque deixamos de os apreciar e a felicidade, no fim de contas, é feita de pequenos momentos. não é um sítio, um local, é o trajecto que escolhemos para lá chegar.
porque "é tudo uma questão de opções... eu escolho acordar com um sorriso! e tu??" o que escolhes?
acredito mesmo que só temos o que damos, em tudo. e sempre achei mais piada a dar um sorriso para ter outro de volta, da própria vida, dos outros, de mim própria...
...onde anda o teu sorriso?
........my little crazy dancer*
terça-feira, 12 de agosto de 2008
la vie en rose
je suis de sortie pour Paris, avec des valises en barbe à papa rose, pleines de rêves, couleurs, sons, goûts, arômes… et cerises.
dans la ville de l´amour… pour faire L´amour… avec la Vie!
à bientôt…
bisous, saveur à …bisous, comme il faut, parisien!! :D
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
quantos rebuçados precisas?
Estavam do lado de fora da loja de Frau Diller, encostados à parede caiada.
Na boca de Liesel um pedaço de rebuçado.
Nos olhos, o sol.
Apesar das dificuldades, ela ainda conseguia falar e argumentar.
Mais uma conversa entre Rudy e Leisel
"Despacha-te, Saumensch, com essa já são dez."
"Não é nada, são só oito… ainda me faltam duas."
"Bom, então despacha-te. Eu disse-te que devíamos
ter ido buscar uma faca para o partir ao meio…
Vá, foram duas."
"Está bem. Toma, E não o engulas."
"Tenho ar de idiota?"
(Uma pequena pausa)
"Isto é bestial, não é?"
"Se é, Saumensch."
No final de Agosto e do Verão, encontraram um pfenning na rua. Pura excitação.
Estava caído, muito gasto, no meio do lixo, no percurso da roupa para lavar e passar. Uma moeda solitária e corroída.
- Olha-me só para isto!
Rudy precipitou-se sobre ela. Sentiam ferroadas de excitação ao correr para a loja de Frau Diller, sem admitirem sequer que um único pfenning poderia não ser o preço certo. Irromperam pela porta e ficaram diante da lojista ariana, que os olhou com desdém.
- Estou à espera – disse ela. Trazia o cabelo apanhado na nuca e o vestido preto estrangulava-lhe o corpo. A fotografia emoldurada do Führer vigiava a parede.
- Heil Hitler – começou Rudy.
- Heil Hitler – respondeu ela, endireitando-se ainda mais por detrás do balcão. – E tu? – O seu olhar fulminou Liesel, que se apressou a conceder-lhe um Heil Hitler pessoal.
Rudy não demorou a extrair a moeda do bolso e pousou-a firmemente no balcão. Fitou a direito os óculos de Frau Diller e pediu: - Mistura de rebuçados, por favor.
Frau Diller sorriu. Os dentes acotovelavam-se uns aos outros lutando por espaço dentro da sua boca, e a inesperada amabilidade levou Rudy e Liesel a sorrirem igualmente. Não por muito tempo.
Ela curvou-se, procurou um pouco, e reapareceu – Toma – disse ela, atirando um único rebuçado para cima do balcão. - Misturem-no vocês.
Lá fora, eles desembrulharam-no e tentaram parti-lo ao meio, mas o açúcar parecia vidro. Demasiado rijo, mesmo para as presas de Rudy. Portanto, tiveram de ir alternando chupadelas até ele acabar. Dez chupadelas para Rudy. Dez para Liesel. E assim por diante.
- Isto – anunciou Rudy a dada altura, com um sorriso de rebuçado – é que é boa vida – , e Liesel não discordou. Quando acabaram, tinham ambos a boca exageradamente vermelha, e ao encaminharem-se para casa, incitaram-se mutuamente a manter os olhos bem abertos não fossem encontrar outra moeda.
Naturalmente, não encontraram nada. Ninguém tem essa sorte duas vezes num ano, quanto mais numa só tarde.
Ainda assim, de línguas e dentes vermelhos, desceram a Rua Himmel perscrutando alegremente o solo à medida que avançavam.
O dia fora formidável, e a Alemanha nazi era um lugar maravilhoso.”
in A Rapariga Que Roubava Livros, Markus Zusak
Este é o livro que estou a ler… narrado pela Morte ao longo de uma cena igual a tantas outras na Alemanha nazi aquando do genocídio judeu. É uma perspectiva diferente, original e engraçada, se é que algo no meio deste horror pode ser engraçado.
Este capítulo tocou-me de uma forma diferente do resto das páginas do livro…
De quantos rebuçados precisamos para sermos felizes?
No meio de uma pobreza extrema, de um campo de batalha levado ao limite, de uma tortura psicológica, emocional e física, estes dois melhores amigos, pré-adolescentes, encontram a felicidade mais autêntica na sorte, na partilha, às chupadelas, de um rebuçado!
Como somos egoístas, parvos e estúpidos, nós, gente moderna e culta, sensível e desenvolvida…como somos idiotas!!!
Nós, que fazemos a nossa felicidade depender do plasma topo de gama, das sapatilhas XPTO, do carro reluzente, da casa tamanho XL ou da cor dos olhos do/a namorado/a, ou ainda da existência de um ou uma... Que ficamos tristes quando alguém não nos liga, que enraivecemos quando alguém não arranca no sinal verde, que deprimimos quando o nosso pilim não chega para comprar mais um bibelot para ornamentar a nossa vida...
Quando vamos entender que a nossa felicidade não depende nem do dinheiro, nem dos amores, nem da beleza física, nem da quantidade de amigos…
Quando vamos entender que a nossa felicidade depende exclusivamente de nós mesmos???
É verdade, já sei o que vão dizer…o dinheiro ajuda, o amor também e a beleza idem aspas…mas por favor, vamos pôr os pés na terra de uma vez por todas!!
Há um mundo inteiro de tesouros interiores, que a maior parte das vezes nem nos damos ao trabalho de procurar, quanto mais de os ver, mesmo quando estão debaixo dos nossos narizes!
Por amor a nós próprios…ESTÁ NA HORA DE SERMOS FELIZES!!!
Beijos, espalhados pelo mundo fora, para todos os que se amam a si próprios…e para os outros, beijos ainda maiores, com a esperança de que se venham a descobrir…
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
sabor doce a algodão cor-de-rosa...
(azul cor de cereja)
é assim que eu me sinto, a todos os minutos, a todas as horas de todos os dias desde que encontrei este sapinho especial que tem sido a cereja no topo do meu bolo de chocolate. e que bolo de chocolate...e que cereja!!
esvoacei... e não é que ela pousou mesmo no meu ombro?? no meu peito, no meu coração, em todos os poros da minha respiração...
o que acontece quando se encontram duas pessoas que sentem, que vivem, que ouvem, que sonham igual?
como me atrever a imaginar o que o futuro me reserva? vivo o presente, sem pressa, saboreando todos os momentos como únicos e especiais que são.
de repente, toda a minha vida parece curta para sentir tudo o que esta cereja, vermelha, madurinha e bem doce, tem para me oferecer...o sol, a lua, o silêncio, a música, a paz, a loucura, os pequeninos pormenores, o amor, a felicidade...o prazer de partilhar o dia a dia!!
e é com toda a honestidade que digo... SOU FELIZ!!!
tenho tudo o que preciso para ser feliz...para sempre! de bem com a vida, de bem com os outros e, principalmente, de bem comigo!! tudo o que vier a mais é mesmo... a cereja no topo do bolo!
desculpem-me este post, quase que a carregar sempre na mesma tecla. acho que de certa forma me sinto um cadinho mal por estar a exaltar assim a minha felicidade... fí-lo porque sei que tenho amigos aqui, daqueles Amigos!! e que se perguntam sobre mim, sobre o que se passará dentro desta cabecinha sonhadora que gosta de andar pendurada na lua, de pés para o ar e cabelos a ondular numa relva verde fresquinha :)
e se me permitem, só mais uma coisinha...
... é como a minha segunda pele, visto-me dele como me visto de mim!!........................ não pode ser mais perfeito!!!
beijo enorme de grande para todos...sabor doce a algodão cor-de-rosa.
.... em especial para as minhas Amigas Lenita e Su, com quem partilhei respirações mais difíceis, paredes de fundo de poço, tempestades e lágrimas...sorrisos muitos e abraços também!!! para vocês, minhas queridas, minhas amigas doces e tão preciosas, um valente bem-haja!!!
ahhh...se pudesse fazer um pause na minha vida e continuar feliz para sempre...
sexta-feira, 18 de julho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
cântico negro
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
José Régio
A disciplina de Português nunca foi uma das minhas preferidas. Aquilo chateava-me à brava. Camões, mesmo Gil Vicente, era uma valente seca. Poderia dar milhentos motivos para sentir isso, poderia dizer que as profs não motivavam, mas sinceramente acho que também eu não tinha maturidade para entender a mensagem que estes poetas tentavam passar. Ok, Gil Vicente tinha alguma piada...
Toda a vida li imenso, devorar livros era a minha paixão. Lia rapidíssimo, de tal forma que a minha Mãe chegava a duvidar que eu tivesse realmente lido. Mas lia, com olhos de ler. O meu vício...
Hoje em dia não compro livros, é muito raro. Ou quando o faço nunca são para mim, sempre para oferecer, que o pilim não dá para este tipo de luxos. Descobri as bibliotecas públicas, com um ar renovado, acolhedor, aconchegante e apelativo. Tomar um chá enquanto leio um livro. Requisitar uma data deles... Foi a minha sorte. Agora não, que infelizmente quase não pego nm livro ultimamente. O tempo não permite, a disponibilidade ainda menos... :(( A maré então, andou tão revolta que dificilmente seguia o rumo de duas linhas... Tenho vários livros começados na minha mesinha de cabeceira. Estão lá...limpo-lhes o pó (quando limpo, que isto de ser fada do lar, sinceramente, não é para mim...)
Mas dizia eu, então, que a disciplina de Português era das que menos gostava. Não me dizia muito, temas demasiado distantes, para grande tristeza minha. Eu que adorava ler!! Enfim...
Quando estava no secundário, 10º ou 11º ano, já não sei precisar, tive uma professora incrível, ou talvez a materia também ajudasse. Os Maias, li-os antes de serem estudados, acho que fui a única da turma que leu o livro. O Malhadinhas foi difícil, a maturidade novamente, ou antes, a falta dela. Viagens na Minha Terra... uiiii, nem vou comentar, de tão impossíveis aqueles primeiros dez capítulos. Mais uma vez li antes de a matéria ser dada, mas não consegui passar do décimo capítulo. Fiquei podre quando a professora disse: meninos, o início é algo saturante, vamos passar directamente ao décimo primeiro que é quando começa a história. Óbvio que eu já nem li nada, não conseguia, de tão traumatizada estava... Um dia destes volto a procurar o livro... (fica-me o consolo de ter tirado a minha melhor nota de sempre a Português, um dezoito)
Essa professora era diferente... e a matéria ajudava.
Já não me lembro da cara dela, nem do nome. Mas nunca serei capaz de esquecer as aulas dela. Parecia um de nós, alunos, pela forma como falava connosco. De igual para igual. Sabia cativar. E foi numa dessas aulas que eu ouvi uma coisa que nunca esquecerei, nunca mesmo!
Poesia... Foi assim que começou. E de uma forma diferente. Acho que nesse dia todos, mas todos, ficaram impressionados. Eramos um bando de contestatários... a idade assim o exigia, a escola e a área artística não permitiam também que fosse de outra forma. Curiosamente ainda sou...contestatária.
O "Cântico Negro", foi a poesia escolhida. Ninguém tinha ouvido falar dela, óbvio. Não sei se ainda alguns dos meus colegas da altura recordarão essa aula, mas eu nunca a esqueci.
Gravador em cima da mesa, cassete a tocar... Maria Bethania a declamar... MARIA BETHANIA!!! Poucos a conheciam também, eu não fazia parte desse grupo.
Maria Bethania a declamar o "Cântico Negro"..!
É difícil descrever as sensações, os sentimentos... é muito difícil!! Mas ainda hoje é uma coisa que me marca, o que senti na altura... o que sinto agora...
Volta e meia estas palavras, de José Régio, vêm-me à memória, sinto-as minhas. Preciosas, valiosas!
Este é um desses momentos. Em que as sinto. Em que as sinto de outra pessoa também, aquela que me chamava Bolotinha. Por isso, para mim, para ti, este post é-te dedicado.
Beijo grande, cheio de ternura, de carinho e de amizade.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
esvoaçando...
quanto mais corres atrás dela,
mais ela foge de ti...
e um dia,
quando te distraíres,
ela pode pousar no teu ombro." :)
esta foi a msg que a minha terceira (mas não por ordem de importância, que é impossível estabelecer uma) camada me mandou...
a frase é extreaordinária. e se calhar super verdadeira. eu acredito que sim, quase a cem por cento. a única parte complicada no meio disto tudo é aprender a estar parada ;)
a ver... a ver...
domingo, 25 de maio de 2008
homens... pufff!
Começa a surgir em mim uma descrença total na raça humana, especificando, nos homens. Ou antes, continua a desenvolver-se em mim…
Mais uma vez digo: acredito no tempo, que me mostra o que valem as pessoas. Principalmente no que se refere a esse género, os homens.
Não entendo porque nos habituam a algo que não são. Porque teimam em ludibriar o nosso coração, frágil, repleto de amor e carinho para dar. Tudo para quê???? Uma queca?? Ainda não perceberam que se alguém quiser dar, dá?? Não é necessário oferecer o mundo, prometer a lua e as estrelas. Não é necessário que se tornem no sol. Até porque hoje em dia as mulheres já assumem a sua sexualidade de uma forma bem mais plena. Felizmente!!!
São tão parvos!!! No fim de contas, são tão minúsculos, tão mínimos!!!
Pobres de espírito, de alma. É isso que são. É pobre a alma de quem não sabe ser verdadeiro com a vida. Poderia dizer verdadeiro consigo próprio, mas começo a acreditar que essas pessoas até que o conseguem ser. Verdadeiras e honestas consigo próprias. É triste ver como são… Poderia servir de consolo acreditar que essas pessoas nunca serão felizes, porque não têm mesmo essa capacidade. Mas isso não contribui em nada para a minha felicidade. O que contribui sim é que não apareçam nem à minha frente, nem à frente das pessoas que eu amo. Nem de todas as outras, lógico, que ninguém merece ser enganada(o). Ninguém merece ser usada(o), mas principalmente, que abusem do coração, que se aproveitem da verdade e da capacidade dos outros.
Pessoas que recolhem bocadinhos de amor, que não são capazes de o ter de outra forma, porque pura e simplesmente não têm essa capacidade. São tão mais pequenos!!!
O tempo, realmente, só o tempo revela tudo. Como ele é precioso!!
E nós, mulheres, somos tão maiores!!! Mas tão maiores que isso!!!
Óbvio que há excepções…o meu ex-marido é uma delas. Óbvio que há mais algumas. Também as conheço. Mas francamente, quando vamos a ver, os outros são todos iguais!!! É tudo a mesma merda!!
Quando pensava que eu tinha tido o "privilégio" de conhecer uma destas raridades, verifico que de raridade nada tem...e que mais pessoas têm o mesmo "prazer" que eu.
Francamente desiludida com esta raça, que tem tanto de inteligente como de falsa.
Grande descrença no homem!
Pôr as mãos no fogo…quem já não usou esta expressão? Quem já não pôs as mãos no fogo por alguém, particularizando, por um homem??? E quem nunca se queimou?? Ok, acredito, algumas pessoas. Mas se calhar é porque não puseram as mãos no fogo por assim tantos!
Francamente, nem sei que diga… apenas uma coisa, somos tão maiores!!!!
Há uns tempos tive a ingenuidade de dizer que acreditava que não usava máscaras. Ainda acredito que não as uso. Assim como mais umas tantas pessoas que conheço bem e que me rodeiam. Mas realmente, máscaras…há tantas, para tantos gostos e feitios!!! Quase tantas como as pessoas que há no mundo. Provavelmente mais ainda, se pensarmos que muitas têm até mais que uma! E não me incomodam as máscaras que não magoam, incomodam-me sim as que são feitas para enganar.
"Procuram-se pessoas de bem", acho que vou pôr um anúncio num jornal qualquer… Pessoas de bem, atestadas pelo menos por mil pessoas diferentes.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
i'm a dreamer...always!!!
duffy distant dreamer
para ouvir bem alto...escutar a letra...e sentir a energia...vezes sem conta, mil vezes mil................ :DDD
Although you
Think I cope
My head is filled
With hope
Of some place
Other than here
Although you
Think I smile
Inside all the while
I'm wondering
About my destiny
I'm thinking about
All the things
I'd like to do
In my life
I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope
From today
Even when you
See me frown
My heart
Won't let me down
Because I know
There's better things
To come
And when life
Gets tough
I feel
I've had enough
I hold on to
A distant star
I'm thinking about
All the things
I'd like to do
In my life
I'm a dreamer
I'm a dreamer
I'm a dreamer.............................
domingo, 18 de maio de 2008
minutos gulosos
É o tempo de viver…
É o tempo de saborear.
É o tempo de ter tempo,
porque o tempo tem tempo.
E eu não tenho pressa…
ahhh... se eu tivesse... :)
Uma das coisa que eu mais me recordo de desejar ter é uma máquina de tempo, que me permitisse viajar até outras civilizações, outros tempos, conhecer, viver, a antiguidade. Os egípcios sempre me fascinaram. Pela arte, pela estética, pelo mistério…sempre foi uma cultura que eu adorei. A grega também… Cruzar-me com os sufistas, ouvir Aristóteles… Deitar-me numa longa chaise longue a saborear uvas na Roma antiga (muitos filmes, de certeza ;) Sentir a história, vivê-la!!
Sempre detestei a disciplina de História na escola. Sempre achei algo super distante, que não me dizia nada. Os reis…livra…a conquista de Portugal aos mouros… livra livra!! Sempre achei que História era para decorar. Só quem gostava de decorar é que era bom aluno. Eu lá fazia um esforço e decorava, sempre notas de 5, mas gostar, gostar?? Nunca. Até que escolhi seguir artes e aí a História tornou-se fascinante. Finalmente!! Os azulejos árabes em Espanha, as influências romanas na civilização. As estátuas gregas. Os deuses, Apolo, Baco, Zeus… as lendas que os rodeavam. O Minotauro. A arte na pré-história… Finalmente a História tinha piada. Tutankamon…o faraó menino. As barcas para salvar a alma e a levar para outro mundo. A posição das pirâmides e a sua orientação… Isso sim!! Isso tinha piada!.. Viver a história, em vez de saber a história… a máquina do tempo seria perfeita :D Já a imaginava, redonda, uma esfera metálica, tipo escafrando tamanho xxl…muita BD ;)
Outros tempos desejei ter uma vassoura mágica, que me permitisse voar para outros lados, conhecer o mundo. Transportar para as terras de sonhos e voltar.
A varinha mágica…. Uiiii como ela tornaria todos os meus sonhos possíveis. Concretizava até uma prato de cerejas deliciosas ;)
Acho que desejei, em determinadas alturas, ter tudo isso….
Já quis ser uma mosquinha, para saber o que se passava sem a minha presença…
Já quis uma bola de cristal…o que eu teria dado por uma bola de cristal…
Já quis ter algo especial que me permitisse ler os pensamentos, a alma das pessoas…
Agora, agora mesmo, neste preciso momento, não quero nada.
Nada de nada…
Não preciso, já tenho tudo o que quero!
Embora adore viajar, sou feliz sem o fazer. Embora adorasse conhecer milhões de países, também sou feliz neste meu cantinho onde conheço tantas outras coisas que me completam. Embora adorasse viver a história, sinto que isso já não importa para a minha felicidade.
Neste momento, aqui e agora, apenas gostava de ter uma coisa… um relógio mágico que me permitisse tornar as 24 horas do dia em 54 :) (número especial…depois conto, ou talvez não..) ou que permitisse tornar o tempo rápido de passar quando se sente doloroso… Dar ou tirar…tempo…era a única coisa que eu realmente desejava… aqui e agora.
Os dias passam a correr…os minutos não chegam para tudo o que eu quero fazer. Perco-me do tempo no tempo.
Deixo de fazer coisas que são tão importantes para mim como respirar…deixo de ter tempo para brincar com os miúdos, que é tão importante para eles como o respiração ofegante de uma tortura chinesa (posso explicar, se alguém quiser ;))…
Passar tempo com os miúdos, os meus, claro, que os outros têm o seu tempo próprio…mesmo esses, tantas vezes falava com eles horas a fio no msn, ao fim de semana e agora…tantas vezes passeava a brincar pelo hi5 deles e agora nem dá para responder aos coments que me deixam… Mas dizia eu, tempo para os miúdos, os meus… é o que eu tenho tentado fazer. Passeios de bike, horas do conto, ensinar contas de dividir… É tão importante!!! Ouvir músicas com eles… pôr a música nas alturas no carro quando toca alguma que eles gostam (a vizinha de baixo é uma bruxa…) Sorrir, rir, gargalhar muito, tanto que me faz feliz, sabe a um abraço com uns bracitos pequenitos, no fim do dia e “mãe…gosto tanto de ti!!” Ver o sorriso dos meus filhotes…
Tenho de dizer isto aqui… SOU TÃO FELIZ!!!
Neste momento (e sei que são momentos) sinto-me tão feliz… DE BEM COM A VIDA :DD
Não há sombras no meu horizonte, não há mágoas, não há pensamentos que entristeçam a minha alma… Eu sei, provavelmente não tarda um daqueles posts melancólicos, pessimistas, dramáticos…mas, neste momento, aqui, agora…SOU FELIZ!!! Sinto-me completa, sinto que tenho tudo o que quero e preciso para ser feliz. Neste momento, sou tão grande ;))
"Quando for grande quero ser… feliz ";) Já sou, já sou grande, já sou feliz… mas tão, tão grande, tão, tão feliz………………..
Outros momentos virão, uns melhores ainda, outros menos bons, mas não me preocupo com isso… sei que sou capaz, sei que consigo. Que sou forte e nada me põe eternamente em baixo. Que tenho umas mãos frágeis mas fortes que são capazes de escalar qualquer poço. Sei que mesmo no meu pequenito metro e cinquenta e seis :) consigo ser tão grande como um gigante… e às vezes sou, esse gigante, capaz de enfrentar o mundo com as suas tempestades, com as suas marés… Esse gigante...CAPAZ!!
Apenas me falta enfrentar o tempo, o tempo que não chega para tudo o que desejo saborear, mas sei que também a esse darei a volta, porque aos bocadinhos estou a fazê-lo… Custa-me não estar tão presente aqui, sim…custa muito. Não passar pelos vossos cantinhos que significam tanto para mim, não passar pelos dos meus alunos que são uma delícia, principalmente quando não estão dentro da sala de aula lol. Custa-me, mas está-me a saber tão bem voltar a sentar no sofá… Televisão mesmo ainda não vi, mas já tenho posto uns dvd’s de música que me entretêm. Estou cheia de vontade de recomeçar a minha leitura. E sabe tão bem… passear ao fim de semana, tomar um chá com amigos, pedalar uns valentes quilómetros na minha nova bike, ena ena... Levar um livro. Estar no parque infantil…levar os miúdos a tomar pequeno-almoço à confeitaria em frente ao mar…
Desculpem-me esta ausência, esta aparente falta de atenção, mas está a saber tão bem sorrir para a vida… e a vida está a sorrir para mim…tanto!!! Aproveito o sol, o bom tempo. Paro numa esplanada, paro a saborear o tempo de quem tem tempo para parar… preciso desse tempo :)
De volta ao post original (tenho de parar de me explanar nas palavras…isto a certa altura deve-se tornar muito confuso para quem lê) …já quis tudo, sim, já quis ter tudo quanto é mágico e permite o impossível… Como todos nós, acho. Neste momento, já tenho tudo o que é mágico e permite o impossível…Tenho o sorriso!! Tenho o meu, que nunca foi tão meu como agora, porque não depende de ninguém (sem menosprezar os sorrisos valiosíssimos que me dão e me enchem a alma, claro) tenho os sorrisos dos meus filhotes, que valem o mundo…e tenho o sorriso da vida. Preciso de mais alguma coisa??? Não, claro que não!! (pssiuuu... tu, sim, tu ricardo...não contraries, sim? vá lá, sei o que queres dizer ;)
Ahhh… e tenho tempo, tempo para viver, para ser feliz, para não ter pressa, porque tudo tem o seu momento e eu estou a adorar este :DDD
Beijos enormes para todos, com sabor a muito sol, a muito conforto, a muitos sorrisos, tudo bem de cá de dentro :)))
Ahhhh, só mais uma coisita que de coisita nada tem…. Vou pôr aqui uma música que os meus filhotes adoram, mas adoram mesmo, ouvir nas alturas das alturas e sabem de cor, até o pequenito :)))) e como eu me delicio nestes momentos em que eles cantam eufóricos de tanta alegria… é para eles que o meu sorriso voa mais alto…!!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
A-T-I-T-U-D-E !!!
Em relação a este, sei que quebrei a regra das seis palavras, mas sinceramente, acho que isso até revela alguma…sei lá…ATITUDE??? ;))
A atitude enche o meu copo, de vontade, de força, de desejo de ser maior.
Por vezes temos de nos lembrar que ela está lá, onde sempre esteve, um pouquinho esquecida, mas lá, bem dentro.
É algo que não se vê mas que se sente, é o poder sobre nós próprios…é ser tão maior!!! é ter controle sobre a vida, sobre o respirar, sobre as emoções.
É o que permite respirar quando mais nada parece chegar.
É o que dá alento e força, quando as mãos tremem, quando os pés fraquejam.
É o caminho que aparece quando só se vê o precipício.
É a garra e a gana, tudo junto e misturado.
É o vulcão que explode quando parecia apagado.
É a força para sair da cama e caminhar sobre andas.
É a força para crescer quando por dentro nos sentimos uma miniatura de nós.
É o AMOR PRÓPRIO !!!
É a A-T-I-T-U-D-E !!!!