sábado, 14 de março de 2009

começar de novo :)

ao contrário do que possam estar a pensar, este não é um post para dizer que a minha vida deu novamente uma volta de 360º, mas sim para dizer que dei uma volta ao meu blog :D

andei este tempo todo a sentir-me mal com tudo o que aqui escrevi em tempos, num tempo em que estava extremamente frágil, simplesmente porque me recordava o quão fundo bati no poço. simplesmente porque me recordava uma insegurança que não reconheço em mim.

hoje decidi o futuro do blog.

ou antes, decidi o passado do blog ;)

não apaguei, como tinha pensado fazer. tudo o que me disseram é verdade, também eu penso assim, todos os textos que estão aqui escritos são passos que eu dei, que fizeram de mim o que sou hoje. por isso não podia mesmo apagar. mas também não podia ler, difícil demais...pelo sofrimento.

então decidi alterar...alterar!!!
e claro, o sentido de humor prevaleceu looool

li, teve de ser, li tudo o que tinha escrito e troquei alguns textos por comentários a verde, escritos pela administração do blog ;)))

e prontozeeees, está decidido e sinto-me confortável com a solução! :D

o blog vai continuar, o passado está metido numa das gavetas do pc, com o sugestivo título de "blog", porque não? ;)

ahhh...é verdade, hoje estive mesmo para fazer um post sobre o que é ser professor nesta "democracia" em que vivemos, mas agora estou demasiado bem disposta para me deprimir... o desabafo fica para outro dia, ok?

beijo especial para todos, com sabor a mil sorrisos :)

ahhhh, outra coisinha, a vida continua a ter sabor a cereja ih ih ih

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

o que fui, o que sou e o que serei...

esta é a minha caixinha mágica... aquela para onde eu soprei pensamentos, onde desabei dores, onde libertei respirações...

tudo coisas que agora já não fazem sentido e que até me envergonho de algum dia ter sentido... estou hesitante entre apagar a maioria dos posts ou manter. por um lado são memórias, um diário de mim mesma, por outro lado é de uma fragilidade que me é difícil reconhecerem mim mesma... vou dar mais algum tempo até me decidir com o que vou fazer com os meus aromas...
o que sei é que sem eles eu não estaria aqui, foi, provavelmente a melhor coisa que poderia ter feito nessa altura.

agora voo num céu que não tem limites, tal como a minha imaginação... o resto se verá!
beijinhos grandes...muito grandes para todos, cheios de mil azuis!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

o natal quando eu era criança

A professora da minha filha mandou um TPC para os pais...pois, parece que a nós também pode acontecer ih ih
Este era o TPC, fazer um composição, um texto sobre o meu Natal de antes... e esta foi a minha resposta...

************************************************
Quando eu era pequenina…bem, acho que agora ainda não sou assim tão grande, enfim… :) Acho que vou começar de novo…

Então é assim: Quando eu era mais novinha, mais ou menos naquela idade em que gostava de jogar ao berlinde, à macaca e ao mata, o Natal era um bocadinho diferente do que o que vocês conhecem hoje.
Não havia centros comercias nem catálogos para escolher as prendas. Também não havia estes canais todos que há hoje na televisão, eram só dois, o 1º canal e o canal 2. A televisão era a preto e branco, dá para imaginar?? Não sabíamos o que era um comando, cada vez que queríamos pôr mais alto ou mudar de canal, embora não houvesse muito que nos interessasse, tínhamos de nos levantar do sofá. Desenhos animados era só depois do telejornal da noite, 3 episódios do Bugs Bunny ou outros do género. Como dá para ver, os nossos pedidos ao Pai Natal eram bem diferentes porque a oferta era muito diferente. Aliás, nem pedíamos nada ao Pai Natal, era ao Menino Jesus. Antigamente o Pai Natal não era muito importante. Só depois da Coca-Cola o ter usado na sua publicidade é que ele se tornou a imagem de marca do Natal. Vocês sabiam que o Pai Natal não tinha uma roupa vermelha mas sim roxa? É que, segundo conta a lenda, ele era um bispo e os bispos naquela época, vestiam roxo. Mas como a Coca-Cola o queria aproveitar para publicitar o seu remédio, que nós hoje em dia adoramos, tornou a roupa dele vermelha eh eh.
Mas então era assim, nós escrevíamos uma carta ao Menino Jesus, onde pedíamos o que achávamos que gostávamos de ter, uma boneca, um carro, uma bola, um pijama, um casaco… Não escolhíamos a marca do boneco nem do carro, não havia esta variedade que há hoje em dia. Pedíamos também roupa porque sabíamos que precisávamos e esta era uma boa oportunidade para ter umas calças novas, porque as outras já andavam cheias de remendos. Antigamente nós aproveitávamos muito mais as coisas, não as deitávamos fora quando estavam estragadas. Também pedíamos coisas para os nossos irmãos. Uma ou duas para nós e uma ou duas para eles, que isso já era muito bom.
Em minha casa sempre tivemos um hábito diferente na forma de dar presentes. Como ao longo do ano fazíamos algumas asneiritas ;) pedíamos algo que não era assim tão bom mas que era uma forma de reconhecermos essas diabruras…uma cenoura, uma batata eh eh. E todos os anos o Menino Jesus lá punha uma cenourita e uma batatita no sapatinho de cada um de nós.
Lembro-me de um Natal, aqui há bem pouco tempo, 2 ou 3 anos, em que as prendas lá em casa ocupavam cerca de 10 metros quadrados… Como sei que vocês já conseguem calcular este valor sei que vão achar que é imenso, são prendas até dizer chega! Provavelmente em vossas casas também há muitas prendas, pelo menos quando a família é grande e os amigos são mais que muitos. Nesse ano, particularmente, achei que era um verdadeiro exagero de prendas. É que antigamente não era nada assim. Cada um recebia uma pouca meia dúzia de presentes e ficava super feliz. Antes o Natal não era uma festa consumista. O dinheiro não era muito, as coisas eram caras, só tínhamos o que realmente devíamos ter, alguns presentes, alguma roupa para aproveitar a época e pouco mais. Vivíamos mais o espírito da época, a amizade, o companheirismo, a solidariedade, a família. Hoje em dia as pessoas vão aos centros comerciais e vão para casa carregadas de sacos de compras. Não tem a mesma piada, anda tudo a correr para comprar e comprar e comprar… já ninguém tem tempo para parar e saborear, brincar, partilhar, ler uma história… Não tem tanta piada.

Agora vou falar um bocadinho da comida :) Felizmente aí as coisas não mudaram assim tanto, continuamos a manter as tradições. Eu que sempre detestei bacalhau cozido, tenho de admitir que no Natal ele tem um sabor especial. Agora bom mesmo, são as rabanadas. Isso sim, uma delícia. Acho que continuo a comer tantas como quando era criança. Mas quando me sabem melhor é no pequeno almoço do dia 25. Sempre foi assim. Levantar-me tarde, chegar à sala, encontrar a mesa preparada com todos os doces que sobraram e sentar-me, com as luzes do pinheiro acesas, a saborear uma, duas, três rabanadas. Hummmmm, acho que já tenho água na boca ih ih

Mas o que eu gostava mais era de ver o prazer que tínhamos em preparar o Natal, as surpresas escolhidas a desejar que quem as recebesse as adorasse, a mesa posta com velas e guardanapos coloridos, as decorações espalhadas não só pela árvore, mas também pela casa toda. Adorava passear à noite com os meus irmãos e os meus pais, nas vésperas no Natal e ver as iluminações das ruas. As pessoas andavam na rua, de mão dada, simplesmente a saborear a época e as cores.

Hoje em dia sinto que o tempo passa sempre a correr, que ando super atarefada, sem tempo para parar, para saborear a vida e para partilhar os sorrisos… Há quem chame a isso o desenvolvimento natural da civilização, da sociedade, a mim parece-me que não foi um desenvolvimento assim tão bom, este que nos obriga a nós, pais, a correr de um lado para o outro e a pôr-vos a vocês, crianças, a correr atrás de nós… Pois, vamos ver se vocês conseguem melhorar essa parte da vida, espero bem que sim :)

Se eu fosse a pedir uma prenda especial ao Menino Jesus, agora, pedia o que me faz mais falta, uma máquina de tempo. Uma máquina que me permitisse parar o tempo e ficar a saborear um fim de tarde na praia, um passeio pelo jardim, uns biscoitos acabados de fazer na cozinha. Pedia uma máquina de tempo que me permitisse parar os sorrisos dos meus filhos e guardá-los numa caixinha mágica, cheia de mil cores, uma por cada sorriso deles. Isso é o mais importante que tenho na vida. È aquilo que vale ouro para mim, os sorrisos dos meus filhos, o meu maior tesouro!

Eu sei que o que me foi pedido enquanto mãe foi que escrevesse um texto sobre o Natal quando era criança e sei que me explanei bastante nas palavras, mas se por um lado era preciso que vocês fossem capazes de fazer o enquadramento no tempo, ou seja, que conseguissem imaginar os tempos antigos, também sei que as palavras são como as cerejas…e isso podem perguntar à vossa Professora o que quer dizer :)

A mim, que sou adulta, cabe-me saber o que é realmente importante na vida, o que é prioritário. A vocês, piolhos lindos, cabe-vos aproveitar a infância para fazerem o que sabem melhor…brincar!!
Por isso, para todos, um Feliz Natal e principalmente, porque eu já fui da vossa idade e sei bem o que interessa ou não, que o Menino Jesus, ou o Pai Natal, não é assim tão importante, sejam muito amigos e tragam muitas prendinhas eh eh

Beijinhos grandes para todos e comam muitos chocolates ;)


A todos vocês que me acompanharam neste mar por onde eu espalhei ondinhas em formato de sentimentos, desejo um Natal com tudo o que há de melhor, felicidade, harmonia, tranquilidade e sorrisos...mil sorrisos!

domingo, 5 de outubro de 2008

para ti, mãe...



...hoje, duas mãos cheias de flores silvestres, com tudo o que elas simbolizam...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

um post em formato de curta-metragem :) ou então um post sobre toalhões de banho (!)

...e prontozzzzes, realmente é verdade, já há carradas de séculos que não dedico tempo à net.
iap, o dia-a-dia, a azafama do corre-corre, não têm dado minutos de sobra... ontem deitei-me às quinhentas a tentar actualizar outros cantos de mim, pois...azarito!

enfim, levantar foi dureza, nem com 3 toques diferentes, miúdos a chamarem, o ombro que repousava na almofada do lado a mexer-se, nem mesmo com tudo isto foi fácil afastar os pedregulhos que de noite encheram os meus olhos e ver o azul do céu, porque sim, hoje não chuveu!! cheguei à conclusão que o s. pedro deve estar com uma depressão, de tão instavel que anda eh eh

mas dizia eu, que é como quem diz, valores mais altos se levantam :), se o dia não permite tempo para partilhar uma vida, então tem mesmo de ser a noite, aqueles cadinhos que sobram entre o jantar (ultimamente sou grande adepta das lasanhas do lidl, vá-se lá saber porquê lol), os banhos, as roupas, a cozinha, o limpar os cento e cem grãos de arroz do chão da sala, o deitar, o escrever sumários online, o preparar o dia seguite e o entrar em desespero porque ainda não percebi patavina do raio da avaliação :SS

...então, dizia eu, nesses cadinhos sempre demasiado curtos, porque o são mesmo na realidade e porque sabem sempre a pouco, lá vou trocando olhares, carinhos, cumplicidades e ficando, cada vez mais, apaixonada. perdidamente não, que percebi que isso implica perder-me de mim própria e isso é que nunca mais looool, mas terrivelmente apaixonada sim!!

isto tudo porque a minha querida lenita, no pouco tempo que me apanhou na net, não se cansou de me dizer que não pode ser assim, que tem saudades de me ler e de falar comigo e que eu tenho mesmo de vir aqui, porque isto de deixar coments não chega, tem de ser mesmo é um post loooool...
...e por isso resolvi fazer um post sobre toalhões de banho. sim, toalhões de banho!!

então aqui vai:


TOALHÕES DE BANHO, um post há muito desejado!! ;)

e agora devem estar vocês a pensar, "ok, pifou de vez! isto de tanto pensar em ser feliz deixou-a lerda de todo!!"

mas não! enganam-se amigos, não estou lerdinha, juro, se bem que isto de dar aulas até aos sessenta e cinco me esteja a dar uma gana de ter um pifo e é já loool

mas é verdade, não me passei mesmo dos carretos. um post sobre os toalhões de banho é bem mais importante do que possa parecer ao início, já me deviam conhecer melhor que isso ih ih (então não sabem que estas minhas cerejas são assim? de cerejeira em cerejeira?)

tenho 3 toalhões de banho de cada conjunto. acho giro e prático. cada um tem o seu sítio atrás da porta da casa de banho e ninguém os confunde (penso eu ;)) nem eu nem os miúdos.
desde há um tempo que a estes se somou um outro, que nunca foi igual, porque lá está, a casa tinha três habitantes / três toalhões.
hoje fui às compras. um toalhão de banho, aliás, dois diferentes, pertencentes a dois conjuntos que eu já tinha.
agora vou passar a ter 4 toalhões de banho pendurados na porta da casa de banho, todos iguais!
agora somos 4!!

e é assim, um post sobre toalhões de banho (!) que simboliza a entrada de mais um habitante na casa, com direito ao seu próprio espaço...

é engraçado como as coisas acontecem de uma forma tão natural, não é??

TÁSSE BEM!!

sábado, 20 de setembro de 2008

post-it para a minha camada mais que perfeita :)

"A vida é o que te vai sucedendo, enquanto te empenhas a fazer outros planos"

vi este coment, agora, no post que tens andado a ler... foi feito há milhares de pensamentos atrás, de tanta água que entretanto já passou por esta ponte que se chama vida.

andei a passear pelos pensamentos que soltei neste mar azul cor de azul... por vezes é bom relembrar o que ficou para trás, o que se mantém e o que sabemos que sempre será.

viver não é fácil, viver nem sempre é simples, mas só dentro de cada um está a capacidade de ser feliz. faz parte de uma filosofia de vida, de uma forma de estar no dia-a-dia e de respirar.

às vezes penso que a vida é uma luta e que se baixarmos os braços, ela pura e simplesmente ganha o que quiser de nós. é quase como se tivessemos desistido. desistido de viver, de saborear todos os momentos felizes, porque deixamos de os apreciar e a felicidade, no fim de contas, é feita de pequenos momentos. não é um sítio, um local, é o trajecto que escolhemos para lá chegar.

porque "é tudo uma questão de opções... eu escolho acordar com um sorriso! e tu??" o que escolhes?

acredito mesmo que só temos o que damos, em tudo. e sempre achei mais piada a dar um sorriso para ter outro de volta, da própria vida, dos outros, de mim própria...

...onde anda o teu sorriso?




........my little crazy dancer*

terça-feira, 12 de agosto de 2008

la vie en rose

mês chers amis,

je suis de sortie pour Paris, avec des valises en barbe à papa rose, pleines de rêves, couleurs, sons, goûts, arômes… et cerises.

dans la ville de l´amour… pour faire L´amour… avec la Vie!

à bientôt…

bisous, saveur à …bisous, comme il faut, parisien!! :D

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

quantos rebuçados precisas?

“A LOGISTA ARIANA

Estavam do lado de fora da loja de Frau Diller, encostados à parede caiada.
Na boca de Liesel um pedaço de rebuçado.
Nos olhos, o sol.
Apesar das dificuldades, ela ainda conseguia falar e argumentar.

Mais uma conversa entre Rudy e Leisel
"Despacha-te, Saumensch, com essa já são dez."
"Não é nada, são só oito… ainda me faltam duas."
"Bom, então despacha-te. Eu disse-te que devíamos
ter ido buscar uma faca para o partir ao meio…
Vá, foram duas."
"Está bem. Toma, E não o engulas."
"Tenho ar de idiota?"
(Uma pequena pausa)
"Isto é bestial, não é?"
"Se é, Saumensch."

No final de Agosto e do Verão, encontraram um pfenning na rua. Pura excitação.
Estava caído, muito gasto, no meio do lixo, no percurso da roupa para lavar e passar. Uma moeda solitária e corroída.
- Olha-me só para isto!
Rudy precipitou-se sobre ela. Sentiam ferroadas de excitação ao correr para a loja de Frau Diller, sem admitirem sequer que um único pfenning poderia não ser o preço certo. Irromperam pela porta e ficaram diante da lojista ariana, que os olhou com desdém.
- Estou à espera – disse ela. Trazia o cabelo apanhado na nuca e o vestido preto estrangulava-lhe o corpo. A fotografia emoldurada do Führer vigiava a parede.
- Heil Hitler – começou Rudy.
- Heil Hitler – respondeu ela, endireitando-se ainda mais por detrás do balcão. – E tu? – O seu olhar fulminou Liesel, que se apressou a conceder-lhe um Heil Hitler pessoal.
Rudy não demorou a extrair a moeda do bolso e pousou-a firmemente no balcão. Fitou a direito os óculos de Frau Diller e pediu: - Mistura de rebuçados, por favor.
Frau Diller sorriu. Os dentes acotovelavam-se uns aos outros lutando por espaço dentro da sua boca, e a inesperada amabilidade levou Rudy e Liesel a sorrirem igualmente. Não por muito tempo.
Ela curvou-se, procurou um pouco, e reapareceu – Toma – disse ela, atirando um único rebuçado para cima do balcão. - Misturem-no vocês.
Lá fora, eles desembrulharam-no e tentaram parti-lo ao meio, mas o açúcar parecia vidro. Demasiado rijo, mesmo para as presas de Rudy. Portanto, tiveram de ir alternando chupadelas até ele acabar. Dez chupadelas para Rudy. Dez para Liesel. E assim por diante.
- Isto – anunciou Rudy a dada altura, com um sorriso de rebuçado – é que é boa vida – , e Liesel não discordou. Quando acabaram, tinham ambos a boca exageradamente vermelha, e ao encaminharem-se para casa, incitaram-se mutuamente a manter os olhos bem abertos não fossem encontrar outra moeda.
Naturalmente, não encontraram nada. Ninguém tem essa sorte duas vezes num ano, quanto mais numa só tarde.
Ainda assim, de línguas e dentes vermelhos, desceram a Rua Himmel perscrutando alegremente o solo à medida que avançavam.
O dia fora formidável, e a Alemanha nazi era um lugar maravilhoso.”

in A Rapariga Que Roubava Livros, Markus Zusak


Este é o livro que estou a ler… narrado pela Morte ao longo de uma cena igual a tantas outras na Alemanha nazi aquando do genocídio judeu. É uma perspectiva diferente, original e engraçada, se é que algo no meio deste horror pode ser engraçado.

Este capítulo tocou-me de uma forma diferente do resto das páginas do livro…

De quantos rebuçados precisamos para sermos felizes?

No meio de uma pobreza extrema, de um campo de batalha levado ao limite, de uma tortura psicológica, emocional e física, estes dois melhores amigos, pré-adolescentes, encontram a felicidade mais autêntica na sorte, na partilha, às chupadelas, de um rebuçado!

Como somos egoístas, parvos e estúpidos, nós, gente moderna e culta, sensível e desenvolvida…como somos idiotas!!!

Nós, que fazemos a nossa felicidade depender do plasma topo de gama, das sapatilhas XPTO, do carro reluzente, da casa tamanho XL ou da cor dos olhos do/a namorado/a, ou ainda da existência de um ou uma... Que ficamos tristes quando alguém não nos liga, que enraivecemos quando alguém não arranca no sinal verde, que deprimimos quando o nosso pilim não chega para comprar mais um bibelot para ornamentar a nossa vida...

Quando vamos entender que a nossa felicidade não depende nem do dinheiro, nem dos amores, nem da beleza física, nem da quantidade de amigos…
Quando vamos entender que a nossa felicidade depende exclusivamente de nós mesmos???

É verdade, já sei o que vão dizer…o dinheiro ajuda, o amor também e a beleza idem aspas…mas por favor, vamos pôr os pés na terra de uma vez por todas!!

Há um mundo inteiro de tesouros interiores, que a maior parte das vezes nem nos damos ao trabalho de procurar, quanto mais de os ver, mesmo quando estão debaixo dos nossos narizes!

Por amor a nós próprios…ESTÁ NA HORA DE SERMOS FELIZES!!!

Beijos, espalhados pelo mundo fora, para todos os que se amam a si próprios…e para os outros, beijos ainda maiores, com a esperança de que se venham a descobrir…

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

sabor doce a algodão cor-de-rosa...

"....na boca um pedaço de lua, nos olhos o sorriso e na ponta dos dedos os raios de sol..."




(azul cor de cereja)

é assim que eu me sinto, a todos os minutos, a todas as horas de todos os dias desde que encontrei este sapinho especial que tem sido a cereja no topo do meu bolo de chocolate. e que bolo de chocolate...e que cereja!!

esvoacei... e não é que ela pousou mesmo no meu ombro?? no meu peito, no meu coração, em todos os poros da minha respiração...

o que acontece quando se encontram duas pessoas que sentem, que vivem, que ouvem, que sonham igual?
como me atrever a imaginar o que o futuro me reserva? vivo o presente, sem pressa, saboreando todos os momentos como únicos e especiais que são.

de repente, toda a minha vida parece curta para sentir tudo o que esta cereja, vermelha, madurinha e bem doce, tem para me oferecer...o sol, a lua, o silêncio, a música, a paz, a loucura, os pequeninos pormenores, o amor, a felicidade...o prazer de partilhar o dia a dia!!

e é com toda a honestidade que digo... SOU FELIZ!!!

tenho tudo o que preciso para ser feliz...para sempre! de bem com a vida, de bem com os outros e, principalmente, de bem comigo!! tudo o que vier a mais é mesmo... a cereja no topo do bolo!


desculpem-me este post, quase que a carregar sempre na mesma tecla. acho que de certa forma me sinto um cadinho mal por estar a exaltar assim a minha felicidade... fí-lo porque sei que tenho amigos aqui, daqueles Amigos!! e que se perguntam sobre mim, sobre o que se passará dentro desta cabecinha sonhadora que gosta de andar pendurada na lua, de pés para o ar e cabelos a ondular numa relva verde fresquinha :)

e se me permitem, só mais uma coisinha...

... é como a minha segunda pele, visto-me dele como me visto de mim!!........................ não pode ser mais perfeito!!!


beijo enorme de grande para todos...sabor doce a algodão cor-de-rosa.

.... em especial para as minhas Amigas Lenita e Su, com quem partilhei respirações mais difíceis, paredes de fundo de poço, tempestades e lágrimas...sorrisos muitos e abraços também!!! para vocês, minhas queridas, minhas amigas doces e tão preciosas, um valente bem-haja!!!

ahhh...se pudesse fazer um pause na minha vida e continuar feliz para sempre...

a ver...a ver... certo, malta?? ;DD

sexta-feira, 18 de julho de 2008

a minha vida é um sonho!

não é possível ser mais feliz do que sou hoje!!!

terça-feira, 10 de junho de 2008

cântico negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...


Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio



A disciplina de Português nunca foi uma das minhas preferidas. Aquilo chateava-me à brava. Camões, mesmo Gil Vicente, era uma valente seca. Poderia dar milhentos motivos para sentir isso, poderia dizer que as profs não motivavam, mas sinceramente acho que também eu não tinha maturidade para entender a mensagem que estes poetas tentavam passar. Ok, Gil Vicente tinha alguma piada...
Toda a vida li imenso, devorar livros era a minha paixão. Lia rapidíssimo, de tal forma que a minha Mãe chegava a duvidar que eu tivesse realmente lido. Mas lia, com olhos de ler. O meu vício...
Hoje em dia não compro livros, é muito raro. Ou quando o faço nunca são para mim, sempre para oferecer, que o pilim não dá para este tipo de luxos. Descobri as bibliotecas públicas, com um ar renovado, acolhedor, aconchegante e apelativo. Tomar um chá enquanto leio um livro. Requisitar uma data deles... Foi a minha sorte. Agora não, que infelizmente quase não pego nm livro ultimamente. O tempo não permite, a disponibilidade ainda menos... :(( A maré então, andou tão revolta que dificilmente seguia o rumo de duas linhas... Tenho vários livros começados na minha mesinha de cabeceira. Estão lá...limpo-lhes o pó (quando limpo, que isto de ser fada do lar, sinceramente, não é para mim...)
Mas dizia eu, então, que a disciplina de Português era das que menos gostava. Não me dizia muito, temas demasiado distantes, para grande tristeza minha. Eu que adorava ler!! Enfim...
Quando estava no secundário, 10º ou 11º ano, já não sei precisar, tive uma professora incrível, ou talvez a materia também ajudasse. Os Maias, li-os antes de serem estudados, acho que fui a única da turma que leu o livro. O Malhadinhas foi difícil, a maturidade novamente, ou antes, a falta dela. Viagens na Minha Terra... uiiii, nem vou comentar, de tão impossíveis aqueles primeiros dez capítulos. Mais uma vez li antes de a matéria ser dada, mas não consegui passar do décimo capítulo. Fiquei podre quando a professora disse: meninos, o início é algo saturante, vamos passar directamente ao décimo primeiro que é quando começa a história. Óbvio que eu já nem li nada, não conseguia, de tão traumatizada estava... Um dia destes volto a procurar o livro... (fica-me o consolo de ter tirado a minha melhor nota de sempre a Português, um dezoito)

Essa professora era diferente... e a matéria ajudava.
Já não me lembro da cara dela, nem do nome. Mas nunca serei capaz de esquecer as aulas dela. Parecia um de nós, alunos, pela forma como falava connosco. De igual para igual. Sabia cativar. E foi numa dessas aulas que eu ouvi uma coisa que nunca esquecerei, nunca mesmo!
Poesia... Foi assim que começou. E de uma forma diferente. Acho que nesse dia todos, mas todos, ficaram impressionados. Eramos um bando de contestatários... a idade assim o exigia, a escola e a área artística não permitiam também que fosse de outra forma. Curiosamente ainda sou...contestatária.
O "Cântico Negro", foi a poesia escolhida. Ninguém tinha ouvido falar dela, óbvio. Não sei se ainda alguns dos meus colegas da altura recordarão essa aula, mas eu nunca a esqueci.
Gravador em cima da mesa, cassete a tocar... Maria Bethania a declamar... MARIA BETHANIA!!! Poucos a conheciam também, eu não fazia parte desse grupo.

Maria Bethania a declamar o "Cântico Negro"..!



É difícil descrever as sensações, os sentimentos... é muito difícil!! Mas ainda hoje é uma coisa que me marca, o que senti na altura... o que sinto agora...

Volta e meia estas palavras, de José Régio, vêm-me à memória, sinto-as minhas. Preciosas, valiosas!
Este é um desses momentos. Em que as sinto. Em que as sinto de outra pessoa também, aquela que me chamava Bolotinha. Por isso, para mim, para ti, este post é-te dedicado.

Beijo grande, cheio de ternura, de carinho e de amizade.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

esvoaçando...

"a felicidade é igual a uma borboleta,
quanto mais corres atrás dela,
mais ela foge de ti...
e um dia,
quando te distraíres,
ela pode pousar no teu ombro." :)

esta foi a msg que a minha terceira (mas não por ordem de importância, que é impossível estabelecer uma) camada me mandou...

a frase é extreaordinária. e se calhar super verdadeira. eu acredito que sim, quase a cem por cento. a única parte complicada no meio disto tudo é aprender a estar parada ;)

a ver... a ver...

domingo, 25 de maio de 2008

homens... pufff!

Quanto mais conheço os homens (letra minúscula, sim!) mais gosto dos animas.

Começa a surgir em mim uma descrença total na raça humana, especificando, nos homens. Ou antes, continua a desenvolver-se em mim…

Mais uma vez digo: acredito no tempo, que me mostra o que valem as pessoas. Principalmente no que se refere a esse género, os homens.
Não entendo porque nos habituam a algo que não são. Porque teimam em ludibriar o nosso coração, frágil, repleto de amor e carinho para dar. Tudo para quê???? Uma queca?? Ainda não perceberam que se alguém quiser dar, dá?? Não é necessário oferecer o mundo, prometer a lua e as estrelas. Não é necessário que se tornem no sol. Até porque hoje em dia as mulheres já assumem a sua sexualidade de uma forma bem mais plena. Felizmente!!!
São tão parvos!!! No fim de contas, são tão minúsculos, tão mínimos!!!
Pobres de espírito, de alma. É isso que são. É pobre a alma de quem não sabe ser verdadeiro com a vida. Poderia dizer verdadeiro consigo próprio, mas começo a acreditar que essas pessoas até que o conseguem ser. Verdadeiras e honestas consigo próprias. É triste ver como são… Poderia servir de consolo acreditar que essas pessoas nunca serão felizes, porque não têm mesmo essa capacidade. Mas isso não contribui em nada para a minha felicidade. O que contribui sim é que não apareçam nem à minha frente, nem à frente das pessoas que eu amo. Nem de todas as outras, lógico, que ninguém merece ser enganada(o). Ninguém merece ser usada(o), mas principalmente, que abusem do coração, que se aproveitem da verdade e da capacidade dos outros.
Pessoas que recolhem bocadinhos de amor, que não são capazes de o ter de outra forma, porque pura e simplesmente não têm essa capacidade. São tão mais pequenos!!!

O tempo, realmente, só o tempo revela tudo. Como ele é precioso!!

E nós, mulheres, somos tão maiores!!! Mas tão maiores que isso!!!

Óbvio que há excepções…o meu ex-marido é uma delas. Óbvio que há mais algumas. Também as conheço. Mas francamente, quando vamos a ver, os outros são todos iguais!!! É tudo a mesma merda!!
Quando pensava que eu tinha tido o "privilégio" de conhecer uma destas raridades, verifico que de raridade nada tem...e que mais pessoas têm o mesmo "prazer" que eu.

Francamente desiludida com esta raça, que tem tanto de inteligente como de falsa.

Grande descrença no homem!

Pôr as mãos no fogo…quem já não usou esta expressão? Quem já não pôs as mãos no fogo por alguém, particularizando, por um homem??? E quem nunca se queimou?? Ok, acredito, algumas pessoas. Mas se calhar é porque não puseram as mãos no fogo por assim tantos!

Francamente, nem sei que diga… apenas uma coisa, somos tão maiores!!!!

Há uns tempos tive a ingenuidade de dizer que acreditava que não usava máscaras. Ainda acredito que não as uso. Assim como mais umas tantas pessoas que conheço bem e que me rodeiam. Mas realmente, máscaras…há tantas, para tantos gostos e feitios!!! Quase tantas como as pessoas que há no mundo. Provavelmente mais ainda, se pensarmos que muitas têm até mais que uma! E não me incomodam as máscaras que não magoam, incomodam-me sim as que são feitas para enganar.


"Procuram-se pessoas de bem", acho que vou pôr um anúncio num jornal qualquer… Pessoas de bem, atestadas pelo menos por mil pessoas diferentes.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

i'm a dreamer...always!!!



duffy distant dreamer


para ouvir bem alto...escutar a letra...e sentir a energia...vezes sem conta, mil vezes mil................ :DDD



Although you
Think I cope
My head is filled
With hope
Of some place
Other than here

Although you
Think I smile
Inside all the while
I'm wondering
About my destiny

I'm thinking about
All the things
I'd like to do
In my life

I'm a dreamer
A distant dreamer
Dreaming for hope
From today

Even when you
See me frown
My heart
Won't let me down
Because I know
There's better things
To come

And when life
Gets tough
I feel
I've had enough
I hold on to
A distant star

I'm thinking about
All the things
I'd like to do
In my life

I'm a dreamer

I'm a dreamer

I'm a dreamer.............................

domingo, 18 de maio de 2008

minutos gulosos

Este é o momento
do tempo que é tempo.
É o tempo de viver…
É o tempo de saborear.
É o tempo de ter tempo,
porque o tempo tem tempo.

E eu não tenho pressa…