terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

para a lenita e para a su...

este texto era para ser uma forma de beijar as palavras lindas que me deixaram, mas é tanto o que tenho para dizer que optei por fazê-lo mesmo aqui e não nas ondinhas da vida que me dão colorido...
sim...é verdade que sou feliz, que sou mesmo feliz, quando me sinto UM com a vida, quando me sinto completa...
é verdade que nem sempre sinto essa grandeza que é o sentido da vida...

o último livro que eu li foi "a profecia celestina". uma amiga daquelas que é AMIGA a valer, que ouve o meu "mais do mesmo" (outro dia explico...) em qualquer circunstância (tenho três AMIGAS assim), que vá-se lá saber porquê, nunca se fartam das minhas patetices... bem, como dizia, uma grande amiga ofereceu-me esse livro. já há algum tempo que o queria ler, mas sempre disse que não o compraria e que me viria parar ao colo na altura certa. e foi o que aconteceu... no natal ele lá estava, quer dizer, pouco depois, que estava esgotado :)
comecei a ler o livro só no final de janeiro, acho que antes não teria sido capaz de estar preparada para ele.
ao longo do livro identifiquei-me com imensas coisas...incrível, muitas delas eu já sentia cá dentro mas nunca pensei que fossem tão universais.
e uma das primeiras coisas que eu sentia e que o livro dizia é que não há coincidências. tudo acontece na nossa vida por um motivo qualquer, que por vezes pode ser difícil de entender, mas que existe. o objectivo é saber ler a mensagem que tudo nos dá, sejam as pessoas com que nos cruzamos, sejam os factos que acontecem. e quando conseguimos ler essa mensagem então conseguimos ver o sentido das coisas.
a outra mensagem importantíssima que o livro me trouxe foi que a nossa felicidade depende de nós próprios, que só quando estamos bem connosco é que podemos estar bem com os outros.
vou tentar ser mais...sei lá, não é explícita, nem descritiva... olhem, vou tentar explicar mesmo o que aprendi... (curioso, também já sabia isto...)
então é assim... todos nós temos a consciência que somos meio círculo e estamos à procura da outra metade desse círculo... aquela que nos completa, que é a nossa "alma gémea"... pois, isto não é verdade, nós não somos meio círculo, somos o círculo inteiro. não temos de estar à espera de outro meio círculo que nos complete, porque só nós é que temos essa capacidade de nos completarmos a nós próprios... só quando fechamos o círculo que somos é que somos capazes de nos unir a outro círculo fechado e então sentir aquele amor tão especial de quem ama com a alma, com o olhar... aquele que é o amor mais verdadeiro de todos.
e foi assim que eu aprendi que não há almas gémeas, eu que pensava que havia, eu que acreditava com toda a força que sim.
e foi assim que aprendi que amar é a melhor forma de dar e receber energia, aquilo que nos faz viver. que amar é mesmo a palavra chave para tudo na vida.
amar os outros, sejam eles aqueles que escolhemos para partilhar o nosso amor mais adulto, mais louco e mais apaziguador, sejam os nossos filhos e eu tenho dois filhotes que amo mais que a vida mas que nem sempre mostro isso, sejam os nosso alunos e vocês bem sabem que qualquer relação com aqueles "pestinhas" é bem melhor quando há amor pelo meio, muito amor...e sejam os nossos amigos, aqueles em quem depositamos a nossa confiança total. a natureza, o pôr do sol, o nascer do sol, o mar, o azul, a lua, a magia...
é verdade que um amor desses e agora estou a falar daquela pessoa a quem normalmente chamamos alma gémea nos faz sentir completas, isso porque é realmente tão grande a troca de amor que seria impossivel não o sentir. é verdade que esse amor nos dá paz e loucura ao mesmo tempo, que nos dá vida. eu sei...acreditem, eu sei!!!

ainda não sou capaz de fazer depender a minha felicidade exclusivamente de mim, ainda estou a crescer...e tenho um grande caminho pela frente.
neste momento ainda dependo de factores externos para me sentir feliz, desse tal amor...
não devia ser assim...
cada vez consigo mais sentir-me feliz comigo mesma, mas ainda não totalmente. é tão difícil...

voltando às minhas palavras do início...é verdade que sou mesmo feliz de verdade quando me sinto UM... é verdade...
mas lá está, só quando conseguir em absoluto que isso dependa de mim é que sei que vou ser mesmo feliz.

sei que este texto deve estar uma verdadeira confusão, uma miscelânea de pensamentos que se calhar nem são muito fáceis de entender...
sei que provavelmente vocês já leram o livro... para mim tornou-se "na" forma de viver.
sei que muito provavelmente nada disto é novo para vocês...
mas esta é mesmo a única forma de vos dizer que sou feliz, que sim, que têm razão...que sou feliz quando consigo ser completa, que isso ainda não depende só de mim porque estou a crescer, mas que um dia vai ser assim, se conseguir alcançar esse objetivo...e vontade de ser feliz não me falta :))

beijo grande grande para as duas, com sabor a uma pequenita com muita vontade de crescer :)

e já agora, beijo enorme para as minhas três amigas do coração

11 comentários:

muguet disse...

ps- o tempo tem sido muito curto, não tem dado para nada de nada... não consgui ver os vossos blogs :(
mas prometo que mal possa vou lá dar uma cusquinha e deixar um beijo cheio de sabor :)

Porcelain disse...

Bem... a Profecia Celestina chegou-me, também, através de umas amigas muito especiais... não o li por completo, aliás, se eu tivesse um blogue onde puzesse as metades e os 1/3 e 2/3 de livros que li, nunca mais teria fim... eh, eh, eh... mas percebi a mensagem. Constitui um prisma sobre a realidade e fala-nos de uma determinada filosofia de vida e forma de estar. De facto, conseguir a serenidade suficiente para independer dos factores externos para se ser feliz é mais ou menos aquilo a que os budistas chamam atingir o estado de "Buda"... é uma libertação e a meditação é a forma que eles utilizam para atingi-lo. Eu, por mim, prefiro meditar no sentido mais convencional de meditar, que é mesmo pensar, pensar muito sobre as coisas dá-me controlo sobre elas e isso liberta-me... mas também pratico um pouco de meditação... ajuda muito a arrumar os pensamentos e a controlar a mente. Achei o máximo a tua confusão, fizeste-me lembrar uma amiga muito especial que escreve assim de rompante como tu, as ideias a jorrarem sem vos darem oportunidade sequer para pontuar! O que eu acho uma delícia, pois eu acho a pontuação uma coisa muito chata! Ah, ah, ah!!!

Olha... e, mais uma vez, quanto a ser feliz... se reparares bem, é como a nossa Su linda diz: é na procura que está o segredo... e eu digo, a verdadeira felicidade está, muitas vezes, nos momentos em que nos sentimos incompletas... porque sem eles sentirmo-nos completas não seria possível...

Bjoka com saborzinho a... felicidade!

Susana Júlio disse...

Bem, estive a ler-vos a ambas...porque parece que estamos aqui as três sentadas e beber um cafézinho ou um cházinho, como preferirem...num sítio bem agradável a conversar. :))
também já li esse livro. Não me foi oferecido nem sequer comprado. Foi emprestado. Por alguém que naquela altura achou que eu devia lê-lo. Porque há livros que funcionam bem por alturas e nos visitam nas alturas certas...ou porque estamos de tal modo abertos a uma determinada necessidade que captamos logo a mensagem e faz-se um clique cá dentro ou lá em cima, como se queira acreditar...
senti realmente a mesma coisa...que muitas das coisas que eu achava extraordinariamente fora do normal, que me levavam muitas vezes a estar pseudo enclausurada no meu pequeno mundo e na forma como via as coisas, são coisas universais. Muita gente, desperta a um determinado tipo de sensibilidade, sente o mesmo. Podendo não andar a apregoá-lo a todos os cantos...porque é nosso. E vamos, assim, descobrindo, através das afinidades, que há mais gente...porque não somos assim tão poucos, afinal. E o mundo espiritual existe realmente. Como há provas do mundo físico a toda a hora, assim há do mundo invisível...os sinais existem e podem ser interpretados se estivermos atentos. Podemos descobrir qualquer espécie de "chave" para a felicidade estando atentos ao funcionamento de nós mesmos, cá por dentro.E só a partir do momento em que estamos equilibrados cá dentro é que conseguimos estar equilibrados lá fora. Já passei por várias fases de reconhecimento destas verdades...muitas delas, consegui não só com determinadas leituras, experiências de vida, mas com uma prática regular de meditação e de recolhimento (que ultimamente vai falhando porque não consigo realmente ter tempo para tudo...e não estou equilibrada com tudo).
Mas tudo o que levamos e experienciamos desta vida devia ser já motivo suficiente para nos fazer sorrir...tivemos e temos a nossa importância. Aprendemos a caminhar no sentido do tal crescimento e assim transformamo-nos e vamos transformando no que deve ser feito.
Por vezes é difícil e somos assaltados, cada vez mais, pelos fantasmas das dúvidas e das depressões...mas olha, qualquer dia faço um retiro do estilo daquela personagem verídica do filme fabuloso INTO THE WILD (se não viste, aconselho vivamente. está em exibição!) mas espero que com um final diferente.

Muitos beijinhos grandes...sabor a felicidade! :))

muguet disse...

porquê é que nao arranjo tempo para meditar??????
assim já podia ter a mesma serenidade que vocês...........

...e por falar em pontuação lenita, saramago é o meu preferido e estou absolutamente contra (!!!!) a ideia de que ele não pontua :))
agora entende-lo...pois, admito que, às vezes, tenho de voltar um parágrafo atrás lool
mas para mim é mesmo um mestre...e com um sentido de humor apuradíssimo.

e qual método de resolução de problemas, o processo é o mais importante, o resultado apenas serve para nos dar satisfação...será assim o amor? a felicidade? uma rota de viagem e não um destino? (estas palavras não são minhas, mas de uma amiga, que, como se vê, é bem mais iluminada que eu :))

como sempre, su, as tuas palavras são uma inspiração, de tão sábias e tranquilas que são...é contagiante a tranquilidade que se sente em cada letra tua.
interpretar os sinais, saber ver as "coincidências", sentir o amor que há dentro de nós...tão importante, mas tão importante...
transbordar amor...será que é esse o segredo?

ainda não vi o filme :( nem sabia de nada...
normalmente nunca sei, passa-me quase tudo ao lado... desde que fui mãe que não sobra muito tempo para o que não é essencial...tipo iogurtes, leite e cereais... carne e peixe também ;) roupas e lida de fada do lar, que digo já que detesto lool. isso mais o tempo que perco a divagar pelo que não é essencial mas que me dá prazer... uiiii, não é fácil.
mas prometo que não vou deixar passar. agora que tenho um fim de semana de folga de quinze em quinze dias vou ver se é já no próximo :)


(um dia vou demorar duas horas em vez de uma a escrever um texto só para lhe por a pontuação toda e, já agora, os assentos também loool)

beijo...sabor a tarde de outono

ps- reparar que esta resposta foi a três...sentadas numas cadeiras de vime e a saborear as impressões, os fios de todas as cores e os aromas...para mim chá de jasmim, sim? ou então café do roxo, é o que mais gosto :)) scones???

pergunta: qual de nós é mais tagarela? ;))

muguet disse...

ahhh..acho que já sei qual é o filme..é realizado pelo actor de 21 gramas que agora não me lembro do nome mas que adoro, certo????
sobre o percurso de um homem até chegar ao deserto...em como se torna mais importante que o próprio objectivo da chegada e a forma em como toca a vida das pessoas que se vão cruzando com ele...
é esse não é?

:))

Susana Júlio disse...

Bem, para mim pode ser chá de bergamote e lima. Sou fã fanática de chás e de toda aquela arte que tantas vezes nos transcende com a subtileza que lhe é tão típica e envolvente. É das coisas que eu colecciono, para além dos momentos da vida: chás e postais! :))
Gosto de momentos assim calmos, numa cadeira de vime...parece-me muito bem, mesmo! Acho que em Lisboa abriu uma casa de bonecas que serve chá em delicadas loiças douradas, com venda de produtos de arte e de decoração. O Fabrico Infinito. Estou com curiosidade. Faz-me lembrar uma casa do género (onde acabei por comprar umas peças e chás diferentes, claro!) em Braga, perto da Sé...não me lembro é do nome.

O realizador do filme INTO THE WILD é o Sean Penn!! Desta vez não é actor, e passou para a realização, que, diga-se de passagem, tem momentos lindíssimos. O do 21 Gramas, não tenho bem a certeza, mas penso que é o Inarritu (qualquer coisa assim!). Mas é um grande filme (aliás, os dois!). Mas a ideia que descreveste do objectivo de vida da personagem é algo assim...mas o fim não é deserto mas sim o Alaska...mesmo into the wild! E a importância é a aprendizagem que se faz pelo caminho...ele era também um coleccionador de momentos da vida. E as coisas de certa forma acabaram por se juntarem dando-lhe uma "imagem" de um todo. Aprendeu que passamos a vida inteira a aprender e o melhor dela é partilhar...é adorável este filme. Não está nomeado para Melhor Filme nos Óscares mas nem percebo porquê! Ah, a música que está a tocar na Teia agora faz parte da Banda Sonora deste filme: Eddie Vedder...vocalista dos Peral Jam. Um grupo que aprecio bastante. A banda sonora também está 5 estrelas.

Não sou assim tão tranquila...na altura em que fiz Tai Chi talvez andasse mais...infelizmente, sou daquelas pessoas que transmitem uma impressão de calma mas que por dentro são uma autêntica revolução para elas mesmas...ando a tentar aprender a lidar com isso aos poucos e poucos...porque sim, o caminho é que importa...quando chegarmos...acabou.


UM BEIJO ENORME, ENORME, minha querida amiga.

muguet disse...

há uma loja no porto que irias adorar. é numa rua, mais conhecida como rua dos artistas, repleta de galerias de arte. e tem lá bem no meio um espaço, uma casa antiga recuperada, linda, chamada "artes em partes" porque está dividida em imensas partes, todas como espaços individuais, pequenas lojas de artesanato/design, coisas novas de gente super imaginativa (também lá há os guardanapos aplicados a diversas situações :)) no rés do chão dessa casa encantadora há um espaço, dentro e fora, com um pátio delicioso, a "casa dos chás"... chás de todas as formas e feitios, bules diferentes para cada um, scones divinais, compotas...tudo, tudo o que possas imaginar. a decoração...nem falo!!! simplesmente deliciosa. um espaço dedicado ao chá, cheio de arte e amor.
o convite vai com o vaporzinho de um chá confortavel e tranquilo com sabor a partilha... :)

é curioso, embora não conheça bem braga, a vida tem-se encarregado de me unir a essa cidade, pelas pessoas que entram na minha vida, que a preenchem e que a tornam rica...
mas adoro o centro, claro. adoro tudo quanto é antigo e lindo (um dia, noutra vida que ainda é esta, recuperei uma casa centenária...)

é realmente inãrritu, alejandro gonzález inãrritu (fui ao google:)) 21 gramas faz parte de uma trilogia, é o segundo. o último é babel, que eu também adorei...falta-me o primeirinho, amores perros. ouvi dizer que era mais violento, mas não perdi a vontade de o ver.

vou-te contar um segredo...muitas vezes abro o teu blog e deixo ficar aberto, só pelo prazer de ter a música de fundo enquanto aqui estou...vezes e vezes sem conta a mesma música...e que gozo me dá :) doida?? talvez, bem podia sacar os albuns da net...mas assim, não sei porquê, tem um sabor diferente :)

eu ando a aprender a não ser tão transparente. tudo espelha na minha cara, na minha expressão... não há estado de espírito que não se exteriorize no meu olhar... às vezes é bom, outras vezes nem por isso...há alturas tão íntimas que são só nossas...

mas dizias tranquilidade aparente. eu nem isso... furacão a maior parte do tempo, o tal tempo que nos põe a correr mal acordamos, quando acordamos lol (as duas, sim!)
mas é tão bom, quando, no meio dessa corrida, encontramos aqueles bocadinhos de paz connosco próprios. conseguimos transmití-los aos outros...

uma vez, tinha eu 15 anos, ou seja há carradas deles, disse-me a minha melhor amiga da altura, grande amiga mesmo...(não a vejo há imenso anos...) mas disse-me então essa amiga que foi em tempos a minha melhor amiga..."quando estou contigo sinto-me em paz"
durante o resto da minha vida só ouvi isso mais uma vez, foi o meu ex-marido quem o disse. mas nunca esqueci, esses momentos, essas sensações...tão únicas, tão perfeitas.
eu também sinto isso, uma paz absoluta. sinto a alma que toca a alma e voa até ao infinito...
não é sempre, mas também se fosse, como iria reconhecer essas sensações...(certo, lenita?) é preciso não sentir para saber sentir, quando se sente e tentar, tentar mesmo, saber o que se sente no momento em que se sente (certo, su?):)

almas iluminadas, é o que eu tenho à minha volta...

não consigo evitar, lenita...o pensamento foge-me e os dedos seguem-no... não sei se tem cura e não sei se quero curar. no fundo esse sentir sou eu, é o que me define...
e também sei que achas que não tenho de o evitar :) que está bem assim :) que essa é a minha "graça"...

beijos, começou por um e acabou em dois :)

e ainda não falamos do uso e abuso das reticências loool

ps- curioso como a sensação de paz que tenho conhecido, a dos outros e a minha, tem sempre uma segunda pessoa ao lado...

Porcelain disse...

Bem!! Este cházinho está maravilhoso! Saí um fim de semana e olha o que eu tenho andado a perder!

Querida e maravilhosa Su: bem conheço essa sensação dos livros que funcionam em certas alturas, dos cliques que sentimos... se bem que acho que as minhas viagens espirituais se têm dado mais por percepção interna do que propriamente por meios mais externos, como o são os livros. Essa sensação de enclausuramento, de se ser único, com tudo o que tem de bom e de mau, a sensação de se ser uma absoluta anormal... pois bem, acompanhou-me pelos primeirso 25 anos da minha vida!
:-Z Agora, ao mesmo tempo que é aliviante perceber que muitas pessoas sentem o mesmo que eu sentia, tendo consciência ou não do que se passa com elas, acreditas que por vezes me sinto um pouquinho menos... original?? Ah, ah, ah!!! Tudo tem lados bons e lados maus! Mas sei que é uma mera sensação, porque à medida que descubro esses pontos de contacto e tomo poder sobre eles, libertando-me assim, a minha faceta única, isto que nos torna todos diferentes também se intensifica, é curioso...

Não podemos apregoar pelos cantos o tipo de experiências por que passamos, pois quem não passa por elas não percebe nada e temos sorte se não disserem que estamos doidos! Eu bem tenho tentado levar esta viagem da forma mais auto-suficiente que posso, mas em certos momentos necessito mesmo de apoio exterior e embora quem me rodeia faça o que possa para me tentar compreender e ajudar, a verdade é que estas coisas têm horas e se ainda não chegou a hora certa, os cliques não se dão e o resultado é uma incompreensão muito grande por tudo o que se está a passar.

Tenho a noção de que existem muitas pessoas que passaram, passam e passarão por este tipo de experiências, mas nunca consegui contacto directo com nenhuma, tu és a primeira pessoa, Su, com quem posso falar disto mais ou menos confortavelmente! Não imaginas o alívio que é!

A chave para a felicidade é mesmo essa, a de conseguirmos ter a nossa própria teoria acerca de como funciona o mundo, termos consciência dos nossos próprios processos mentais e sabermos, em cada momento, o que está, pelo menos para nós, certo e errado, e não nos basearmos em normas impostas pela sociedade ou seja por quem for... a compreensão de que a nossa consciência é a única a quem devemos contas e a sua formação não tem de ser um processo que vem de fora para dentro; o segredo de uma consciência mais consciente é mesmo formá-la segundo um processo de dentro para fora.

Uau, também praticas meditação? Conheço algumasn pessoas que praticam, mas têm uma forma de vivenciar a espiritualidade bem diferente da minha.

Olha, eu não percebo nada de cinema! Não conheço esse filme Into The Wild, e por aqui os cinemas não anunciam tal, mas fiquei já cheia de curiosidade e vou estar atenta, porque pareceu-me interessantissimo! Aquele que agora anda por aqui e que eu estou doida doida para ir ver chama-se Jumper e fala de alguém que vai descobrindo e compreenddendo o seu passado aos poucos... identifico-me aqui!!


Incrível Muguet: Saramago pontua, ah se pontua, e pontua de uma maneira que para mim é muito mais fácil de ler do que tantos outros que pontuam direitinho!

O processo é aquilo do qual deveríamos aprender a tirar o devido proveito e isso passa muito por termos mais ou menos a noção do ponto de chegada... o resultado, o culminar, o ponto alto, é o momento em que sentimos aquele toque com o algo maior... mas que é fugaz. Mas necessitamos dele, pois a lógica da lição está ali. A verdadeira felicidade está na compreensão das coisas, em quando elas fazem sentido na nossa alma.

Sim, transbodar de amor seria o ideal... acho que esse é o nosso grande desafio! Mas é mais difícil do que se possa parecer!

Nããããooo!! Por favor, não pontues a tua escrita "como deve ser"!! Perderia toda a graça! Deixaria de ser um escrito teu! ;-D

A imagem das cadeiras de vime é fabulosa...

Ups, hora da natação... :-Z quando vier acabo o comentário...

Volto já! ;-)

Bjok!

Porcelain disse...

Já cá tou! Eh, eh, eh... bem... então junta aí mais uma doida: eu TAMBÉM deixo o blog da Su aberto para ouvir a música!!! Então esta que ela lá tem agora!! O vocalista dos Pearl Jam!!

Menina, Su, Pearl Jam??? Mas o seu bom gosto não acaba nunca??? Eh, eh, eh, entenda-se por bom gosto musical gosto semelhante ao meu!! ;-D

Oh, linda, ser transparente é tão lindo... a mim não me dizem que sou transparente... passo sempre a imagem de alguém muito reservado; mas dizem-me que ou muito expressiva e que os pensamentos ficam estampados no rosto...

É natural que as pessoas se sintam em paz quando estão contigo; apesar de não fazeres meditação, és muito espiritual;-), dá para sentir!

Adorei quando disseste "sinto a alma que toca a alma e voa até ao infitito"... que lindo! E essa sensação é tão maravilhosa! A alma que voa até ao infinito... de certa forma, isso é meditar!

E quanto aos pensamentos que fogem e à cura e àquela coisa toda... acertaste em cheio! ;-D Não evites! Assim é que é lindo! Assim é que és TU...

Novamente para a minha queria Su maravilhosa: sabes, gostava de conhecer mais acerca de chás... acho que deve ser um mundo à parte! Por enquanto, conheço apenas aqueles que apanho e, ao contrário do que sempre achei (sempre destestei chá), neste momento, todos aqueles que me dão a provar eu acho sempre uma delícia!

Sabes que eu também colecciono postais? Ou melhor, coleccionei durante a minha adolescência, postais que tivesem bicharoucos, que eu sempre tive uma grande maluqueira com animais, sobretudo com gatos...

Eu sempre fui uma falsa calma também, mas já passei por fases da mina vida em que aparento calma e me sinto mesmo calma e tranquila... tenho esperança de agora estar a caminhar novamente para esse estado, pois fica tudo muito mais claro na nossa mente quando assim é! Não é que não sinta um certo bulício interno, que sinto, mas é um bulício controlado que me permite tirar partido dele... e divertir-me com ele, essa é que é a melhor parte! :-D

Para as duas:

Parece que gostamos todas do antigo, ora não é verdade, meninas?

:-D ;-)

Eu também sempre fui fascinada por coisas antigas, de forma muito particular quando toca o decadente e, quem sabe, com um jeitinho, até o semi-putrefacto! :-D

E depois a doida és tu, Muguet!

;-)

Ai... a questão das reticências... foi alguém muuuuito especial que me pegou ;-)... eu escrevia aos solavancos, eh, eh, eh, tudo com imensos pontos finais!

E a terceira cadeirinha de vime acaba de ficar recheada, depois de um tempinho de ausência!! Olha, podem ser scones, sim, que nem pareço filha de uma ex-professora de inglês, porque nunca provei!

Bjokas graaaandes para as minhas duas amigas lindas, lindas, a quem eu devo tantos sorrisos ultimamente!

;-D

muguet disse...

que bom que é ter-vos às duas...e falarmos as três dos nossos mais e dos nossos menos mais, aqui, no meu cantinho, que já sinto como se fosse a minha casa e estivessemos as três de alma aberta a ler sentires, risotas e silêncios...espraiadas nos sofãs a saborear esta amizade fumegante...
que bom que é!!!


as reticências dizem tanto, tanto, não dizem?...ó futura devoradora de scones...

beijooooooooos...com sabor a mil sabores, lindas!!...

Susana Júlio disse...

Voltamos a puxar de uma cadeira ou a ficar ali pelo sofá e continuamos a conversar...sabe-me a elogio saber que vocês apreciam de tal modo a minha música que é de todos...geralmente, combino as músicas com os textos, aliás, com o estado de alma que me levou a postar determinado texto. É mais certo dizê-lo assim!
Gosto muito do Porto. sempre a achei uma cidade com muita classe e estilo. E volta meia volta lá ando eu pelo Porto. tenho lá uma grande amiga de há anos...apesar de ela ser de Esposende. E eu aqui de baixo! Depois adoro o Norte. Os meus pais são da Beira Alta, assim lá para os lados da Guarda, apesar de ser distrito de Viseu...tenho uma costela ainda do avô que veio de Braga...e depois tenho amigos na zona de Guimarães. Era outra das cidades onde gostava de morar...Guimarães...naquelas casinhas de sonho tão típicas e acolhedoras.
Depois, andei há uns dois anos para me "meter" num projecto que levaria à recuperação de uma casa antiga (sou apaixonada pelo ANTIGO, pelas memórias, pelo valor do passado)...com pátio interior, paredes de granito, lagar transformado numa sala de convívio...já tinha tudo estipulado...no meio do verde, forte verde...ficará pra mais tarde...se calhar para outra vida...mas é sempre com saudades bem fortes que lembro o Minho...

Uma casa de chás, café, docinhos, livros, artes, pinturas, artesanato era o que eu gostava de abrir um dia...uma Galeria desse género...talvez fique para ser um projecto ainda para esta vida...quem sabe?!
Filmes...penso que não vou conseguir ver o Amores Perros...já me disseram que a sugestão de baterem e matarem cães vai mexer comigo demais...e só por isso está em stand by...porque o 21 gramas e o Babel são FABULOSOS!


As coincidências são assim...mágicas parecem-nos porque assim do nada, através do virtual, do teclado, começamos as três a falar e a partilhar afinidades e a redescobrir coisas muitas vezes já nem pensavamos mas que agora recuperámos...
Os livros, o antigo, as memórias, o lado esotérico, o especial tudo o que nos baptiza através das palavras e que damos umas às outras são uma outra espécie de companhia...

lenita: Também fiquei curiosa com o Jumper.
Mil e não sei quantos beijos para voc~es as duas...